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Porto Alegre, segunda-feira, 22 de agosto de 2016. Atualizado às 23h02.

Jornal do Comércio

Internacional

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França

Notícia da edição impressa de 23/08/2016. Alterada em 22/08 às 20h21min

Nicolas Sarkozy concorrerá novamente à presidência

Sarkozy pretende trabalhar intensamente a questão da segurança

Sarkozy pretende trabalhar intensamente a questão da segurança


LIONEL BONAVENTURE/AFP/JC
O ex-presidente da França Nicolas Sarkozy anunciou que vai concorrer novamente ao mais alto cargo do Poder Executivo do país nas eleições presidenciais de 2017. "Decidi ser candidato para a eleição presidencial. Senti que tenho a força para liderar esta batalha em um momento perturbado em nossa história", declarou ontem.
O anúncio formal foi registrado no livro "Tout pour la France" ("Tudo pela França", em tradução livre), escrito pelo ex-presidente, e que será lançado amanhã. A candidatura foi anunciada antes mesmo de ele se apresentar às primárias do seu partido, nas quais a contenda se anuncia dura.
Aos 61 anos, Sarkozy, cujo discurso, assim como o seu estilo, divide profundamente os franceses, poderia voltar a enfrentar o socialista Hollande, que o venceu na disputa em 2012, e a líder da extrema-direita Marine Le Pen, que tem crescido consideravelmente nas pesquisas. Hollande ainda não anunciou oficialmente sua candidatura para um segundo mandato. No entanto, o atual presidente, está prestes a terminar seu governo batendo recordes de impopularidade.
Antes dessa possível revanche, Sarkozy deverá vencer dentro de seu próprio partido, Os Republicanos (LR), o principal da oposição. Sarkozy renunciou ontem à presidência do LR para se dedicar completamente à campanha das primárias.
Outras 12 personalidades pretendem se apresentar para essas primárias da direita, que vão acontecer nos dias 20 e 27 de novembro. Entre elas, estão o ex-primeiro-ministro e atual prefeito de Bordeaux, Alain Juppé, considerado o favorito à frente de Sarkozy.
Contudo, os partidários do ex-presidente acreditam que a série de ataques que atingiu a França nos últimos 18 meses, com mais de 200 pessoas mortas, voltou a colocar no primeiro plano questões de identidade e segurança, que ocupam grande parte do discurso de Sarkozy. Em 2012, já havia concentrado sua campanha sobre estas questões, o que afastou parte do eleitorado centrista.
Ao contrário da maioria de seus colegas, Sarkozy, um advogado por formação, não deriva nem da alta burguesia, nem das grandes escolas francesas. Filho de um imigrante húngaro, foi criado por sua mãe e seu avô grego. Pai de quatro filhos, se casou três vezes, sendo a última com a ex-modelo e cantora de origem italiana Carla Bruni, com quem teve uma filha durante seu mandato.
Após sua derrota política em 2012, Sarkozy se retirou da vida política para viajar o mundo dando palestras muito bem pagas. No entanto, não tardou a voltar à política, tomando as rédeas do principal partido da oposição de direita, rebatizado Os Republicanos.
 
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