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Porto Alegre, segunda-feira, 01 de agosto de 2016. Atualizado às 22h45.

Jornal do Comércio

Internacional

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Mercosul

Notícia da edição impressa de 02/08/2016. Alterada em 01/08 às 20h49min

Paraguai não reconhece Venezuela na presidência rotativa do bloco

Loizaga informou que se reunirá com diplomatas de Argentina e Brasil

Loizaga informou que se reunirá com diplomatas de Argentina e Brasil


NORBERTO DUARTE/AFP/JC
O Paraguai não aceita a autoproclamação da Venezuela como o país que detém a presidência temporária do Mercosul, afirmou ontem o ministro das Relações Exteriores paraguaio, Eladio Loizaga. Na sexta-feira, o Uruguai deu por concluída sua gestão, sem anunciar a passagem do posto a nenhum dos sócios do bloco, de acordo com um comunicado da chancelaria.
"A presidência de seis meses do Mercosul deve ir rodando por ordem alfabética. O Uruguai nos comunicou que já não está à frente da união, e a Venezuela, em outra nota, autoproclamou-se no comando", disse o ministro durante entrevista coletiva no Palácio de Governo em Assunção. Loizaga afirmou ainda que a passagem de comando no bloco, porém, "deve se fazer por consenso dos cinco membros, com a presença dos mandatários".
A autoridade paraguaia afirmou que, nesta semana, se reunirão diplomatas de Argentina, Brasil e Paraguai para analisar a situação, "porque, evidentemente, há uma lacuna jurídica: a Venezuela se autoproclama e essa figura não existe nos regulamentos". Loizaga reiterou que a Venezuela não respeita o sistema democrático "ao não reconhecer à oposição seu direito à crítica".
Em 1 de julho, o presidente paraguaio, Horacio Cartes, se referiu à Venezuela em uma mensagem ao Congresso. "Quando os direitos humanos e as liberdades fundamentais não são respeitados, como ocorre neste momento na Venezuela, não podemos permanecer em silêncio", afirmou.
A Venezuela, por sua vez, apresentou uma demanda contra o Paraguai na Câmara de Comércio Internacional de Paris, na qual reclama o pagamento de US$ 265 milhões, acumulados desde 2006 pelo fornecimento de combustível. O governo paraguaio anunciou que se defenderá na câmara, mas não se pronunciou especificamente sobre a dívida.
 
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