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Porto Alegre, quarta-feira, 31 de agosto de 2016. Atualizado às 20h14.

Jornal do Comércio

Expointer 2016

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Casa JC

31/08/2016 - 13h00min. Alterada em 31/08 às 20h15min

Criador de silo feito com garrafa pet vê mais atenção a startups na Expointer

Manolo Machado, fundador da Silo Verde, conversa com Patricia Knebel, no painel Diálogos da Casa JC na Expointer

Machado fala da tecnologia do Silo Verde em conversa com a colunista Patricia Knebel, na Casa JC


Lívia Stumpf/Especial/JC
Criador do que pretende ser o primeiro silo para armazenagem usando garrafas pets no mundo, o empreendedor Manolo Machado aposta na crescente valorização da tecnologia no agronegócio e também mais espaço para novos desenvolvedores na Expointer.
Para ele, cada vez mais os novos produtos despertam a atenção e espaço na feira, em Esteio, que vai até o domingo. "Do ano passado para cá, surgem novas tecnologias. E até as grandes players do setor estão olhando as oportunidades", disse Machado. A Silo Verde, que tem sede no Tecnosinos, em São Leopoldo, participa pelo segundo ano consecutivo da feira. Em 2016, um exemplo do equipamento está em um espaço no pavilhão do gado leiteiro.
No painel Diálogos da Casa JC, que aborda este ano empreendedorismo e inovação no agronegócio, o fundador da Silo Verde explicou o desenvolvimento do equipamento, que já está na segunda geração e apresenta modelo com capacidade para armazenar seis toneladas de grãos. A startup já negocia envio de unidades para o Canadá nos próximos meses, para abrir mercado externo.
O equipamento surgiu para resolver três problemas que Machado detectou. Primeiro, ele cita que tem familiares do meio produtivo rural que sofrem com a falta de estrutura e perdas por não ter armazenagem da produção. "Outro fator é que o déficit de armazenagem gera desperdício de alimentos. Mais de 10% de grãos produzidos no Brasil vão fora devido a este problema. Isso soma R$ 15 bilhões ao ano de perdas para a economia do País", adverte o empreendedor.
Para conseguir avançar no produto, contou muito a formação de tecnólogo em inspeção de equipamentos petroquímicos, que deu know how para desenvolver os materiais usados, relatou. "Misturei as três coisas e acabou dando na Silo Verde." O projeto surgiu há três anos, e o crescimento se intensificou nos últimos dois anos e meio. A repercussão do produto também ajudou a ter demanda e atraiu o interesse de investidores.
Há quatro meses a empresa recebeu aporte de R$ 1 milhão de um jovem. "Foi um investidor privado do Rio Grande do Sule que vem com conhecimento na área de plástico", explicou, indicando que o mercado prioritário são os segmentos de pecuária e agricultura. "Nosso foco de mercado são produtores pequenos e médios e familiares, que são os mais afetados com o déficit de armazenagem."
Manolo Machado, da Silo Verde, com o equipamento feito com garrafa pet
Machado destaca que a Silo Verde se posiciona com a oferta de um produto sustentável, tecnicamente melhor e, além disso, é mais barato. "Não queremos ser o produto mais em conta, pois tem a característica de ser sustentável e que atende a peculiaridades técnicas frente aos concorrentes, que são os silos metálicos, que usam aço galvanizado."
A garrafa pet (polímero) é um isolante térmico, não aquece nem esfria tanto como um metal. "Isso diminui muito a condensação de umidade do silo, que é um problema, tem efeito protetor", explica.  
Para a aplicação na estrutura do silo, a empresa processa o pet, que vira novamente matéria-prima e depois faz as placas, que são montadas como se fossem um lego. Cada estrutura para seis toneladas consume 6 mil garrafas pets. As paredes internas são 100% lisas, o que evita o acúmulo de materiais, pois não há ondulação. "Esses materiais acumulados por contaminar o ambiente de armazenagem", ressalta o empreendedor.
Um dos trunfos é explorar a assepsia do material plástico e a durabilidade do plástico. O que é um problema de ciclo de vida útil ao virar resíduos, Machado cita que é uma virtude do silo. "A durabilidade é de 150 anos", cita. 
A meta é lançar em 2017 um novo modelo, com capacidade de dez toneladas. Um detalhe importante na cadeia de criação do silo é a disponibilidade de garrafas. Machado disse que a empresa está definindo um program com pontos de coleta nas cidades. Na Expointer, tem pontos de arrecadação dos plásticos. "Toda garrafa pet coletada aqui vai se transformar em silo, o impacto do nosso negócio é toda a cadeia." No Tecnosinos também tem unidades de coleta. 
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