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Porto Alegre, quinta-feira, 01 de setembro de 2016. Atualizado às 00h03.

Jornal do Comércio

Economia

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TRABALHO

Notícia da edição impressa de 01/09/2016. Alterada em 31/08 às 20h35min

Desemprego tem leve alta em Porto Alegre em julho

'Estabilidade não pode transmitir conforto, isso não existe', diz Lucia

'Estabilidade não pode transmitir conforto, isso não existe', diz Lucia


FREDY VIEIRA/JC
Guilherme Daroit
Aumentou, ainda que levemente, a taxa de desemprego na Região Metropolitana de Porto Alegre em julho. No mês passado, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), a parcela da população desocupada na região passou de 10,3% para 10,4%. A taxa, apesar disso, é a menor entre as cinco capitais pesquisadas - o pior resultado é o de Salvador, onde o desemprego já passa de 25,7%, seguido por Distrito Federal (18,9%), São Paulo (17,4%) e Fortaleza (12,8%).
A relativa estabilidade em meio a um cenário de deterioração do emprego, porém, não é motivo para comemoração. "Essa estabilidade não pode transmitir conforto quando, na verdade, isso não existe", argumenta Lucia Garcia, economista do Dieese. Fatores como a dificuldade no cenário econômico mundial, a política de austeridade fiscal do governo federal e mesmo uma recuperação industrial ainda pouco efetiva são elencados como motivos que podem piorar o cenário nos próximos meses.
Em números absolutos, eram 197 mil os desempregados na Grande Porto Alegre no mês passado, número 0,5% maior do que em junho. Ao mesmo tempo, o número de trabalhadores ocupados chegou a 1,701 milhão, queda de 0,4%. A estabilidade na taxa, como já vinha acontecendo nos últimos meses, foi fruto novamente da redução na População Economicamente Ativa, que encolheu 0,3% e amorteceu o efeito do fechamento de vagas. Isso acontece por conta, por exemplo, de pessoas que saíram do mercado de trabalho para se aposentar, ou de jovens que estão adiando a entrada no ambiente profissional para prorrogar os estudos.
"Em algum momento, haverá reversão dessa tendência, mas é difícil pontuar quando isso acontecerá", projeta Iracema Castelo Branco, economista da Fundação de Economia e Estatística (FEE). Embora não haja sinais dessa situação aqui, a pesquisadora afirma que, em outras regiões, já se percebe um início de movimento dos jovens na via contrária, abandonando os estudos e ingressando no mercado.
 
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