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Porto Alegre, segunda-feira, 29 de agosto de 2016. Atualizado às 08h10.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Petróleo opera em baixa, em meio a preocupações com juros nos EUA

Os futuros de petróleo operam em baixa na manhã desta segunda-feira (29), em meio a preocupações com a perspectiva de juros nos EUA, que levam os investidores a realizar lucros de ganhos recentes.

No fim da semana passada, as principais autoridades do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) sinalizaram que a instituição se prepara para voltar a elevar juros.

A presidente do Fed, Janet Yellen, disse na sexta-feira que o argumento para um novo aumento de juros "se fortaleceu nos últimos meses", em discurso feito durante o simpósio anual do Fed em Jackson Hole (Wyoming). Já o vice-presidente do Fed, Stanley Fischer, indicou em entrevista que a elevação de juros poderá vir já na reunião do BC norte-americano em setembro.

Eventuais altas de juros nos EUA não favorecem o petróleo, que é cotado em dólares. Nesta manhã, o dólar se valoriza de forma quase generalizada, tornando a commodity mais cara para detentores de outras moedas.

Enquanto isso, continua a especulação sobre a possibilidade de um eventual acordo para limitar a produção de petróleo. No fim de setembro, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) vai prover um encontro informal para discutir formas de estabilizar os mercados.

Para o banco britânico Barclays, um eventual acordo para congelar a produção do petróleo daria um impulso de longo prazo aos mercados.

Já o banco sueco SEB acredita que um congelamento poderá revigorar a oferta de fora da Opep e gerar problemas em 2017, principalmente nos EUA, onde plataformas estão voltando a operar. Segundo Bjarne Schieldrop, analista do SEB, os mercados precisam apresentar déficit de 700 mil barris por dia no próximo ano para zerar o excesso de oferta mundial da commodity.

Às 7h09min (de Brasília), o petróleo Brent para novembro, que já é o mais líquido na IntercontinentalExchange (ICE), caía 1,64%, a US$ 49,33 por barril, enquanto o contrato para outubro tinha queda de 1,58%, a US$ 49,13 por barril. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para entrega em outubro recuava 1,51%, a US$ 46,92 por barril.
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