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Porto Alegre, sexta-feira, 26 de agosto de 2016. Atualizado às 09h02.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

Bolsas da Europa operam na maioria em baixa, com foco em Yellen e em balanços

As principais bolsas europeias operam na maioria em queda, mas perto da estabilidade, com os investidores na expectativa pelo discurso da presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Janet Yellen. A partir das 11h (de Brasília), Yellen falará no simpósio de Jackson Hole e pode dar novos sinais sobre a trajetória futura da política monetária dos EUA. Além disso, há reação nos mercados acionários aos resultados de algumas companhias do continente.

Caso o tom de Yellen seja considerado "hawkish" (favorável a um aperto monetário), os mercados "não vão ficar particularmente felizes", disse Naeem Aslam, analista-chefe de mercados da ThinkMarkets. Segundo ele, essa postura poderia provocar uma onda de vendas no mercado de ações e também de ouro. Para Aslam, a possibilidade de uma alta nos juros nos EUA é maior agora. "Nós não temos o tipo de tempestade antes visto nos mercados emergentes e os preços das commodities se estabilizaram. Isso cria um cenário perfeito se ela quer atingir a normalização da política monetária", acredita o economista.

Além disso, a manhã europeia também foi marcada por vários indicadores, ainda que o foco principal seja Yellen. No Reino Unido, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,6% no segundo trimestre ante o anterior e teve expansão anual de 2,2%, confirmando as preliminares e em linha com a previsão dos analistas. Já na França o PIB ficou estagnado no segundo trimestre ante o primeiro e avançou 1,4% na comparação anual, também em linha com o previsto e as preliminares.

Na Alemanha, o índice de confiança do consumidor elaborado pelo instituto GfK subiu de 10,0 em agosto para 10,2 na leitura para setembro, quando analistas previam 10,0. Na zona do euro, a base monetária (M3), uma ampla medida do dinheiro disponível no bloco, avançou 4,8% em julho ante igual mês do ano passado, um pouco abaixo da previsão de alta de 4,9% dos analistas.

Entre as ações em foco nesta manhã, Vivendi caía 3,67% na Bolsa de Paris, após a companhia do setor de mídia divulgar queda de 3,1% em seu lucro ajustado no segundo trimestre, com resultado pior que o previsto pelos analistas. Também do setor de mídia, Mediaset recuava 1,47% em Milão, depois que a Vivendi disse que um contrato entre as duas para que a francesa compre o negócio de TV paga da empresa italiana pode perder validade em 30 de setembro. A Mediaset reiterou que o contrato é vinculante e que não está disposta a mudar os termos do negócio, como deseja agora a Vivendi.

Por outro lado, as ações da Gemalto avançavam 5,6%, após a companhia holandesa de segurança digital divulgar resultados melhores que os esperados pelos analistas. Em Frankfurt, o papel da Volkswagen tinha alta de 1,87%, após a montadora alemã chegar a um acordo nos EUA com franquias afetadas no escândalo da fraude em testes de emissões de poluentes nos carros a diesel da empresa. Em Londres, BAE Systems ganhava 2,08%, em reação à notícia de que a Berenberg melhorou a qualificação da ação da empresa produtora de material aeroespacial, recomendando a compra do papel.

Às 8h04min (de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,03%, Frankfurt recuava 0,28% e Paris tinha baixa de 0,14%, enquanto Milão caía 0,57%. No mercado de câmbio, o euro subia a US$ 1,1288 e a libra avançava a US$ 1,3199, ambas próximas da estabilidade.
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