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Porto Alegre, terça-feira, 23 de agosto de 2016. Atualizado às 18h47.

Jornal do Comércio

Economia

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mercado financeiro

Alterada em 23/08 às 18h47min

Dólar à vista sobe 0,91% e fecha em R$ 3,2304

O mercado de câmbio brasileiro recompôs posições compradas nesta terça-feira (23), que levaram o dólar de volta ao patamar dos R$ 3,23, fechando a R$ 3,2304, em alta de 0,91%. As atenções dos investidores se concentram cada vez mais nos dois principais eventos esperados para esta semana: a entrada na fase final do processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, na quinta-feira, 25, e o discurso da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, na Sexta (26). Os dois eventos estimularam uma postura mais defensiva por parte dos investidores.
A moeda americana chegou a operar em queda pela manhã, acompanhando a tendência ditada pelo exterior, mas inverteu definitivamente o viés por volta das 11h, com o mercado refletindo incertezas com o cenário doméstico.
A audiência do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado foi suspensa, frustrando quem esperava sinalizações sobre a política cambial do BC. Também geraram algum desconforto declarações do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmando que se o projeto da PEC do teto dos gastos não for aprovado pelo Legislativo neste ano, ficará para 2017, "o mais breve possível".
O reforço para a tendência de alta veio com o fortalecimento do dólar frente as moedas de outros países emergentes e exportadores de petróleo. Em meio a indicadores econômicos mistos nos Estados Unidos, chamou a atenção dos investidores as vendas de moradias novas, que subiram 12,4% em julho, contrariando a estimativa de queda de 2%.
O dado, que reforça a ideia de que a economia americana está se fortalecendo, fez as bolsas americanas renovarem máximas, com reflexos também no câmbio.
"Observando os discursos dos últimos dias, a sensação é de que os dirigentes do Fed estão preparando o mercado para um aumento de juros ainda este ano", disse João Paulo de Gracia Corrêa, superintendente regional de câmbio da SLW Corretora, referindo-se a dirigentes como William Dudley (Fed de Nova York), Dennis Lockhart (Fed de Atlanta) e Stanley Fischer (vice-presidente do Fed), que recentemente encorajaram os mercados a acreditar na possibilidade de um aperto monetário em breve. "O mercado está precificando um discurso mais duro de Janet Yellen", disse o analista.
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