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Porto Alegre, quinta-feira, 11 de agosto de 2016. Atualizado às 00h32.

Jornal do Comércio

Economia

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indústria

Notícia da edição impressa de 11/08/2016. Alterada em 11/08 às 00h19min

Vipal Borrachas renegocia R$ 1 bilhão em dívidas com seis bancos credores

Um dos motivos do endividamento foi investimento de R$ 400 milhões em fábrica na Argentina

Um dos motivos do endividamento foi investimento de R$ 400 milhões em fábrica na Argentina


VIPAL/DIVULGAÇÃO/JC
A gaúcha Vipal Borrachas, empresa de recauchutagem de pneus, concluiu processo de renegociação de R$ 1 bilhão em dívidas com os bancos credores. Itaú, BNB, Bradesco, Banrisul, Credit Suisse e HSBC aceitaram alongar os débitos da companhia por cinco anos. Em contrapartida, a Vipal teve de dar em garantia sua participação de 49% na empresa argentina Fate, que também atua no segmento de pneus.
Um dos motivos para o alto endividamento foi um investimento de R$ 400 milhões em uma nova fábrica na Argentina. Com duas unidades no Brasil - uma em Nova Prata e outra em Feira de Santana (BA), a Vipal tem atuação em mais de 10 países da América Latina e sua rede autorizada comporta 220 reformadores de pneus. Ao todo, emprega 3 mil funcionários e fatura R$ 1,2 bilhão por ano.
O advogado Pedro Bianchi, do escritório Felsberg, que intermediou as negociações da Vipal com os bancos, diz que muitas empresas que hoje renegociam dívidas tiveram as finanças comprometidas por investimentos para expansão dos negócios antes da recessão. Com a crise e o baixo retorno do negócio, agora buscam reestruturação financeira. A Vipal também foi assessorada pelo Banco Plural.
Para os bancos, as renegociações das dívidas têm sido a melhor alternativa do que a opção de as empresas entrarem com pedido de recuperação judicial. Em processo de recuperação, os bancos têm de fazer imediatamente o provisionamento de boa parte dessas dívidas, o que afeta diretamente os resultados das instituições.
Uma das exigências dos bancos para levar adiante a renegociação é que as empresas apresentem novas garantias. Essa é uma forma de o banco evitar fazer provisionamentos.
Pelas regras do Banco Central, se uma empresa deixa de pagar um empréstimo por determinado período, o banco precisa fazer provisões escalonadas mês a mês, até chegar a 100%. Isso é feito com base em uma escala de rating (nota), que vai de AA a H. Quanto mais próximo do H, maior o volume provisionado. Com as novas garantias, os empréstimos podem, inclusive, subir na escala.
Recentemente, o escritório Felsberg negociou uma dívida de R$ 550 milhões da Log-In, empresa de logística que investiu na compra de dois navios, mas reduziu sua capacidade de geração de caixa por causa da crise. Os bancos aceitaram alongar o prazo por seis anos, mas exigiram o Terminal de Vila Velha (ES) como garantia. Essa reestruturação foi assessorada pelo banco Moelis.
Outro exemplo foi a renegociação de R$ 7 bilhões em dívidas da Odebrecht Agroindustrial (de açúcar e etanol). O grupo teve que dar 100% das ações que possuía na petroquímica Braskem em garantia do empréstimo, que foi alongado por 12 anos.
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