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Porto Alegre, segunda-feira, 08 de agosto de 2016. Atualizado às 14h05.

Jornal do Comércio

Economia

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Bancos

08/08/2016 - 14h07min. Alterada em 08/08 às 14h07min

BB Seguridade revisa para baixo projeção de lucro neste ano

A BB Seguridade revisou para baixo a projeção para o seu lucro líquido ajustado neste ano. A nova expectativa da companhia é de que o resultado cresça de 4,0% a 8,0% neste ano e não mais de 8,0% a 12,0%.
No primeiro semestre, o lucro líquido da BB Seguridade totalizou R$ 2,044 bilhões, aumento de 5,2% em um ano, de R$ 1,944 bilhão. Considerando ajustes, teve queda de 5,5%. "O desempenho do segundo trimestre contribuiu para uma aceleração expressiva da taxa de crescimento do lucro acumulado, embora ainda permaneça abaixo do intervalo projetado para o exercício de 2016 (no guidance antigo)", diz o relatório que acompanha suas demonstrações financeiras do segundo trimestre.
De acordo com a seguradora, as bases não são diretamente comparáveis em razão do aumento na alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), a partir de setembro de 2015, restabelecimento da cobrança, a partir de julho de 2015, de PIS/PASEP e Cofins sobre receitas financeiras auferidas e enquadramento da BB Corretora no regime não cumulativo a partir de março de 2016, com aumento nas alíquotas de PIS/PASEP e Cofins sobre as receitas brutas. Menciona ainda volume de prêmios emitidos do seguro prestamista abaixo do esperado no período e a piora nos índices de sinistralidade nos segmentos de automóvel e de danos.
O novo guidance indica forte desaceleração ante o visto no ano passado, quando o lucro líquido da holding que controla os negócios de seguros do Banco do Brasil cresceu 22,4%. "Levando em consideração o aumento das alíquotas de PIS/PASEP e Cofins sobre as receitas brutas da BB Corretora e a possibilidade de uma redução da taxa básica de juros ao longo do segundo semestre, fatores que não estavam previstos quando da elaboração do orçamento para exercício de 2016, bem como um cenário ainda incerto para vendas de seguro prestamista, a Companhia decidiu revisar as suas projeções de crescimento do lucro líquido ajustado para o exercício", explica a BB Seguridade.
Os prêmios e arrecadações da BB Seguridade totalizaram R$ 32,5 bilhões no primeiro semestre, montante 7% maior em relação ao registrado no mesmo período do ano passado. No segundo trimestre, foi identificado crescimento de 17,5%, totalizando R$ 19,547 bilhões em relação aos R$ 16,631 bilhões um ano antes.
A Brasilprev, controlada que atua em previdência, somou R$ 13,9 bilhões em contribuições no segundo trimestre, alta de 29,5% em 12 meses. O aumento, conforme a BB Seguridade, resulta da estratégia de vendas mais focada em produtos esporádicos que têm tíquete médio maior que os planos de contribuições periódicas. A captação líquida atingiu R$ 9,6 bilhões ao final de junho, evolução de 30,7% em relação ao segundo trimestre de 2015 e o índice de resgates anualizado do trimestre atingiu 8,4%, 0,9 ponto porcentual inferior no comparativo. O volume de provisões técnicas alcançou R$ 171,8 bilhões, crescimento de 31,3% em 12 meses. Com isso, o lucro líquido de previdência atingiu R$ 241,9 milhões de abril a junho, crescimento de 15,4% ante um ano.
A Mapfre BB SH2, que opera nos segmentos de patrimônio e automóvel, totalizou R$ 2,3 bilhões em prêmios no segundo trimestre, queda de 1,8% em 12 meses. O declínio ocorreu por conta da retração na linha de automóveis (-17,9%), parcialmente compensada pelo avanço no ramo de danos (+17,4%). O lucro líquido da operação de Patrimônio e Automóvel foi de R$ 125,8 milhões no segundo trimestre, expansão de 25,6% em relação ao mesmo período do ano passado. A cifra foi impulsionada pela evolução de 26,1% do resultado financeiro e de 39,3% do resultado das operações de seguros, impactado pela melhora de 0,9 p.p. no índice combinado, que mede a eficiência operacional de uma segurada, por conta da melhora dos índices de sinistralidade e de comissionamento.
Já a BB Mapfre SH1, que atua nos ramos de vida, habitacional e rural, somou R$ 2,1 bilhões em prêmios, elevação de 12,3% ante um ano, impulsionada pelo incremento de prêmios de rural (+119,2%), principalmente no ramo agrícola, e de vida (+9,3%), parcialmente compensado pela queda nas emissões de seguro prestamista (-37,7%). O lucro da operação foi a R$ 419,4 milhões de abril a junho, evolução de 9,9% em um ano. O índice combinado atingiu 68,5% ao final de junho, melhora de 1,3 p.p. no comparativo com obtido há um ano com a queda de sinistros no segmento de pessoas e por um menor índice de despesas gerais e administrativas.
No segmento de capitalização, a arrecadação foi a R$ 1,571 bilhão, queda de 19,9% em relação à cifra de R$ 1,961 bilhão vista um ano antes. Com isso, a receita líquida com títulos diminuiu 23,3%, fruto da retração na arrecadação e de uma maior cota de capitalização média, efeito praticamente compensado pela redução de 29,7% dos custos de aquisição e de 29,6% das despesas com resultado de sorteio.
A BB Corretora apresentou lucro líquido de R$ 420,4 milhões no segundo trimestre, crescimento de 8,1% na comparação com um ano. O resultado foi justificado, segundo a BB Seguridade, pelo incremento de 8,3% das receitas de corretagem, principalmente as oriundas do segmento de Vida, Habitacional e Rural e de Previdência e crescimento de 26,4% do resultado financeiro, em função do aumento tanto do volume como da taxa média das aplicações.
No período, a margem operacional da BB Corretora registrou retração de 1,2 p.p., impactada pela majoração da alíquota de PIS/PASEP e Cofins, em vigor desde março de 2016.
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