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Porto Alegre, segunda-feira, 08 de agosto de 2016. Atualizado às 09h54.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura

08/08/2016 - 09h25min. Alterada em 08/08 às 09h56min

Estimativa de retração do PIB em 2016 passa de 3,24% para 3,23% na Focus

As projeções da pesquisa Focus do Banco Central desta semana pouco alteraram as expectativas para a atividade do País em 2016, que continuaram mostrando uma forte recessão anual. Pelo relatório, divulgado nesta segunda-feira (8), houve ligeira melhora nas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano: a mediana projetada passou de declínio de 3,24% para uma queda de 3,23%. Há um mês, o mercado previa uma retração de 3,30%.
Para 2017, o cenário é um pouco melhor, com perspectiva de PIB positivo. Ainda assim, o mercado prevê para o País, conforme o relatório Focus, um crescimento de apenas 1,10% no próximo ano, mesmo porcentual projetado há uma semana. Um mês antes, estava em 1,00%.
Em junho, o BC informou no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) que sua nova estimativa para o PIB deste ano é de retração de 3,3%, ante baixa de 3,5% vista na edição anterior do documento. Em entrevista ao Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) na semana passada, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que a instituição é "solução para a recessão", e não a causa dela. "Um BC que passa confiança vai aumentar a credibilidade e, com isso, o investimento consegue voltar", afirmou.
Já as estimativas para a produção industrial voltaram a piorar no relatório Focus. Para 2016, a queda prevista passou de 5,95% para retração de 6,00%. Já para 2017, a projeção de alta foi de 0,75% para 0,50%.
Já as projeções para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para este ano permaneceram estáveis de uma semana para outra, com mediana em 44,55%. Um mês atrás, estava em 44,00%. Para 2017, as expectativas no boletim Focus passaram de 49,00% para 48,76%, ante projeção apontada um mês atrás de 48,66%.

Previsão do IPCA para 2017 cai de 5,20% para 5,14%

As projeções do mercado financeiro para a inflação do ano que vem caíram pela quinta semana consecutiva no Relatório de Mercado Focus. Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano, as estimativas também mostraram leve recuo. De acordo com o documento, a mediana para 2017 saiu de 5,20% para 5,14%. Há um mês estava em 5,40%.
Já para 2016, a mediana passou de 7,21% para 7,20% de uma semana para outra - a taxa estava em 7,26% quatro semanas atrás. A meta de inflação deste e do próximo ano é de 4,50%, com tolerância de 2 pontos porcentuais em 2016 e de 1,5 ponto porcentual em 2017 e em 2018.
No comunicado do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) e na ata da reunião, o BC informou que, pelo cenário de referência, que pressupõe a Selic (a taxa básica de juros) inalterada em 14,25% ao ano e um dólar a R$ 3,25, as projeções apontam para uma inflação em torno da meta de 4,5% já em 2017. No cenário de mercado, que utiliza as trajetórias para os juros e o câmbio apuradas na pesquisa Focus, a inflação projetada para 2017 está em torno de 5,3%.
Na semana passada, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, reiterou o compromisso de conduzir a inflação para o centro da meta de 4,5% em 2017. Segundo ele, esta meta é "desafiadora e crível".
Para 2016, a ata do Copom indicou que as projeções, tanto no cenário de referência quanto no de mercado, apontam para uma inflação em torno de 6,75%.
Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do índice no médio prazo, denominadas Top 5, as medianas das projeções para este ano no relatório Focus passaram de 7,16% para 7,20%. Para 2017, permaneceram em 4,97%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de, respectivamente, 7,18% e 5,39%.
Já a inflação suavizada 12 meses à frente voltou a ceder, passando de 5,55% para 5,48% de uma semana para outra - há um mês, estava em 5,83%. Estas reduções para prazos mais longos ocorrem apesar de as estimativas para os índices mensais mais próximos ainda estarem resilientes: as de julho passaram de 0,41% para 0,42% (quatro semanas antes estavam em 0,40%). Para agosto, seguiram em 0,30%, sendo que um mês antes estavam em 0,32%.
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