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Porto Alegre, segunda-feira, 08 de agosto de 2016. Atualizado às 02h39.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria naval

Notícia da edição impressa de 08/08/2016. Alterada em 08/08 às 02h41min

Casco da P-74 chega a São José do Norte e vai gerar até 700 empregos no Rio Grande do Sul

Plataforma terá capacidade para produzir até 150 mil barris diários

Plataforma terá capacidade para produzir até 150 mil barris diários


PETROBRAS/DIVULGAÇÃO/JC
Guilherme Daroit
Já está no estaleiro EBR o casco da plataforma de petróleo P-74. A estrutura, que deixou o estaleiro Inhaúma, no Rio de Janeiro, há quase um mês, chegou ao EBR, em São José do Norte, por volta das 17h de sábado. Agora, o casco receberá a instalação de módulos da planta de produção e de processamento de petróleo e gás, além da integração dos seus sistemas.
Os trabalhos gerarão até 700 vagas, que, em acordo da empresa com o Sindicato Metalúrgico de Rio Grande e São José do Norte (Stimmerg), deverão ser preenchidas com trabalhadores das duas cidades.
"Não atenderá toda a demanda da região, porque o número de desempregados ainda é muito grande, mas já ameniza a situação", argumenta o presidente em exercício da entidade, Sadi Machado. Existem hoje em torno de 5 mil desempregados do ramo nos municípios. A preferência será dada aos trabalhadores que comprovarem residência em Rio Grande ou São José do Norte, e profissionais de fora só serão contratados caso nem estaleiro nem sindicato encontrarem, na região, profissionais aptos a alguma função. No total, o casco da P-74 tem 326,2 metros de comprimento e uma largura de 56,6 metros. A plataforma terá capacidade para produzir até 150 mil barris diários de petróleo e comprimir 7 milhões de metros cúbicos de gás natural ao dia.
As obras no EBR, que começou as contratações há duas semanas, já acontecem desde este domingo e têm previsão de entrega até janeiro de 2017. O estaleiro deve passar, segundo Machado, de 1,2 mil para cerca de 2 mil empregados com a chegada do casco. O Polo Naval vive também a expectativa pela chegada dos cascos da P-75 e da P-77 ao estaleiro QGI, em Rio Grande, o que intensificaria os trabalhos nessas plataformas. A vinda dos cascos geraria pelo menos mais 2 mil novas vagas no QGI, que tem hoje cerca de 200 trabalhadores, segundo Machado. O dirigente lembra que existem também pouco mais de 5 mil funcionários no estaleiro Ecovix, também em Rio Grande. "A tendência, porém, é de diminuir esse número conforme forem edificados os módulos", projeta Machado.
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