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Porto Alegre, quinta-feira, 04 de agosto de 2016. Atualizado às 14h27.

Jornal do Comércio

Economia

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04/08/2016 - 14h28min. Alterada em 04/08 às 14h28min

Braskem vê lucro com impacto do câmbio e de despesa financeira relativa à Idesa

O lucro líquido da Braskem teve impacto de despesas relativas à Braskem Idesa, complexo petroquímico no México produtor de polietileno, e à variação cambial no período, disse em coletiva de resultados o presidente da empresa, Fernando Musa. Com a entrada em operação da planta no México no segundo trimestre deste ano, o resultado financeiro da Braskem Idesa deixou de ser capitalizado e passou a afetar o resultado financeiro líquido da companhia.
O resultado financeiro da Braskem Idesa no segundo trimestre foi negativo em R$ 664 milhões, em razão do início da transição para o resultado financeiro tanto dos juros capitalizados quanto da contabilidade de hedge de exportação que é adotada pela empresa. Houve impacto ainda do efeito da depreciação do peso mexicano frente ao dólar de 7,4% no período sobre o saldo de mútuo com os acionistas da Braskem Idesa.
A Braskem apresentou lucro líquido de R$ 281 milhões no segundo trimestre deste ano, com queda de 73% na comparação com igual período do ano passado. Em relação ao resultado de janeiro a março, o declínio foi de 62%.
O resultado financeiro consolidado ex-Braskem Idesa no segundo trimestre de 2016 foi negativo em R$ 1,252 bilhão, inferior em R$ 142 milhões na comparação com a cifra do primeiro trimestre deste ano e superior em R$ 765 milhões em relação a igual trimestre do ano passado.
A Braskem tem uma expectativa mais desafiadora para os spreads em 2017 e 2018, dado o aumento de capacidade de produção de eteno no mundo, disse Musa. Contudo, segundo ele, já existe um processo de redução de investimentos e postergação dos investimentos nos Estados Unidos. "A expectativa é de adequação dos projetos aos preços do petróleo e à capacidade de investimentos da indústria", disse.
Ainda na coletiva, ele relatou que a proposta de uma nova unidade nos EUA pode ser enviada no início de 2017 para aval do conselho. Meses atrás, a empresa divulgou que estava em estudo a construção de uma sexta unidade industrial de polipropileno no Texas, aproveitando o propeno mais competitivo nos EUA.
A expectativa da Braskem quanto à demanda de resinas no mercado doméstico melhorou. Agora, a estimativa é de que o ano seja encerrado com uma retração da demanda mais perto de uma queda entre 5,5% e 6%, ante previsão anterior de recuo de 7%, disse o presidente da companhia.
Sobre as expectativas para a economia, ele disse que ainda há incertezas, mas existem indicações recentes de expectativas melhores. Por isso, a estratégia da petroquímica será continuar operando as plantas o mais perto possível da capacidade operacional.
Rompendo a trajetória de queda observada até o primeiro trimestre deste ano, a demanda de resinas no Brasil no período de abril a junho ficou estável na comparação em 12 meses, atingindo 1,2 milhão de toneladas. Para se ter uma ideia, nos primeiros três meses deste ano, a demanda de resinas havia recuado 18%, nessa base comparativa, em razão do efeito de recomposição de estoques na cadeia de transformação que elevou a demanda no primeiro trimestre de 2015. Ante o primeiro trimestre deste ano, houve um aumento de 3%.
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