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Porto Alegre, terça-feira, 02 de agosto de 2016. Atualizado às 22h38.

Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Notícia da edição impressa de 03/08/2016. Alterada em 02/08 às 20h50min

Programa RS Energias Renováveis busca incentivar fontes alternativas

Estado quer ampliar uso de energia solar, eólica, hidráulica e biomassa

Estado quer ampliar uso de energia solar, eólica, hidráulica e biomassa


JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
Depois do decreto desonerando a mini e microgeração de energias limpas e renováveis, o setor está recebendo um novo estímulo. Hoje, o governo do Estado vai lançar o programa RS Energias Renováveis, que pretende permitir o acesso de pessoas jurídicas a linhas de crédito para instalação de empreendimentos voltados à geração de energia a partir das fontes eólica, solar, hidráulica, de biomassa, geotérmica e energia das marés (maremotriz).
O programa, criado pela Secretaria de Minas e Energia, será supervisionado por um comitê gestor que, entre outras atribuições, será o responsável pela criação de mecanismos que priorizem a tramitação de projetos relacionados às fontes renováveis, compreendendo atividades relacionadas ao licenciamento ambiental, outorga de recursos hídricos, conexão à rede elétrica, financiamentos e comercialização de energia. Cabe ainda ao comitê o fortalecimento de toda a cadeia produtiva ligada à geração de energia elétrica a partir dessas fontes, incluindo desde os fabricantes de equipamentos até os consumidores finais. Para os empreendedores que tiverem interesse na área, há duas linhas de crédito abertas junto ao BRDE e no Badesul.
O secretário de Minas e Energia, Lucas Redecker, explica que o programa faz parte de um conjunto de ações que estão sendo colocadas em prática visando ao fomento do setor. Neste aspecto, citou a recente adesão ao convênio do Confaz, que isenta de ICMS a mini e microgeração de energia para os consumidores que gerarem a sua própria energia e os descontos entre 50% e 70% nas licenças ambientais para empreendimentos eólicos, que devolveram a competitividade ao RS frente a outros estados.
Segundo ele, a secretaria está em tratativas com o Banrisul para a criação de uma linha de crédito para pessoas físicas, visando à geração de energia para consumo próprio a partir das fontes renováveis, além do Atlas do Biometano que está pronto e será lançado nos próximos dias, bem como o Atlas Solarimétrico, em fase de elaboração. "Os gaúchos têm demonstrado cada vez mais interesse pelas fontes limpas e renováveis, e o programa vai ao encontro desse desejo da sociedade. Além disso, ele apresenta outras vantagens, como aumento da segurança energética, fomento à economia gaúcha por meio da diversificação da matriz e contribuição para um desenvolvimento sustentável", afirmou.

Consumo de eletricidade fica estável em junho; no semestre, demanda tem queda de 1,7%

O consumo nacional de eletricidade na rede registrou estabilidade no mês de junho, com 37.174 GWh, informou a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Com isso, no primeiro semestre, a demanda nacional de energia alcançou 231.502 GWh, queda de 1,7% na comparação com o mesmo período de 2015.
A EPE aponta que o contexto político-econômico continua trazendo grande dose de incertezas às análises e projeções do consumo de energia e considera que a queda observada ao longo dos seis primeiros meses do ano é resultado do cenário econômico adverso, da redução do poder aquisitivo, do desemprego e das temperaturas médias mais amenas.
Em junho, o consumo das indústrias caiu 3,3%, acumulando um recuo de 5,3% no semestre. Já a classe comercial teve queda de 2,9% no sexto mês do ano e registra baixa de 1,5% no acumulado de 2016. A demanda nas residências, por sua vez, cresceu 4,6% na comparação mensal e consolida alta de 1,2% de janeiro a junho.
A EPE explicou que a demanda mais forte das residências no último mês foi influenciada pelo ciclo maior de faturamento em algumas importantes distribuidoras. Retirando-se essa influência, o crescimento seria em torno de 2%. De qualquer forma, esse já é o quarto mês consecutivo de variação positiva do consumo residencial, reflexo, principalmente, da influência da temperatura e do afrouxamento das medidas de economia de energia adotadas pelas famílias nos meses anteriores fruto do choque tarifário ocorrido no ano passado, avalia a entidade.
Já no caso dos consumidores do comércio e serviços, depois de aumentarem sua demanda em abril e maio, sob influência da temperatura, voltaram a reduzir seu consumo em junho.
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