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Porto Alegre, terça-feira, 02 de agosto de 2016. Atualizado às 10h07.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

02/08/2016 - 09h56min. Alterada em 02/08 às 10h08min

Produção industrial recua 9,1% e tem pior 1º semestre desde 2009

A principal influência positiva foi da atividade de veículos automotores, reboques e carrocerias

A principal influência positiva foi da atividade de veículos automotores, reboques e carrocerias


JURE MAKOVEC/AFP/JC
A produção industrial brasileira teve o pior primeiro semestre desde 2009, quando recuou 13%. Nos seis primeiros meses de 2016, a queda chegou a 9,1%, informou nesta terça-feira (2), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No segundo trimestre, a queda na produção foi de 6,7% ante o mesmo período do ano passado, pior resultado para um segundo trimestre desde 2009, quando caiu 11,9%.
A produção industrial subiu 1,1% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal. O resultado veio dentro das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam uma expansão de 0,50% a 3,10%, com mediana positiva de 1,20%.
Em relação a junho de 2015, a produção caiu 6,0%. Nessa comparação, sem ajuste, as estimativas variavam de retração de 7,30% a 4,20%, com mediana negativa de 6,30%.
A produção industrial acumulou um avanço de 3,5% nos últimos quatro meses de resultados positivos. A alta de 1,1% registrada em junho ante maio teve perfil disseminado de crescimento: 18 dos 24 ramos investigados tivera aumento na produção.
A principal influência positiva foi da atividade de veículos automotores, reboques e carrocerias, que registraram crescimento de 8,4%, resultado superior à expansão de 5,5% verificada no mês anterior.
Outras contribuições positivas importantes foram dos segmentos de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (4,7%); metalurgia (4,7%); confecção de artigos do vestuário e acessórios (9,8%); artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (10,8%); produtos farmoquímicos e farmacêuticos (4,4%); e produtos de borracha e de material plástico (2,4%).
Na direção oposta, os ramos que mais impactaram negativamente o desempenho da indústria foram produtos alimentícios (-0,7%); bebidas (-2,6%); coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,6%); e celulose, papel e produtos de papel (-2,0%).
A produção da indústria de bens de capital subiu 2,1% em junho ante maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com junho de 2015, o indicador mostra queda de 3,9%. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF).
No acumulado de 2016, houve redução de 20,1% na produção de bens de capital. Em 12 meses, o resultado é de retração de 26,2%.
Em relação aos bens de consumo, a pesquisa registrou alta de 1,2% na passagem de maio para junho. Na comparação com junho de 2015, houve recuo de 2,9%. No acumulado do ano, a queda é de 6,7%, enquanto a taxa em 12 meses é de recuo de 8,8%.
Na categoria de bens de consumo duráveis, o mês de junho foi de alta de 1,1% ante maio, e queda de 6,9% em relação a junho de 2015. Entre os semiduráveis e os não duráveis, houve aumento na produção de 1,2% em junho ante maio, e recuo de 1,9% na comparação com junho do ano passado.
Para os bens intermediários, o IBGE informou que o indicador teve alta de 0,5% em junho ante maio. Em relação a junho do ano passado, houve redução de 7,6%. No acumulado do ano, houve queda de 8,8%, enquanto a taxa em 12 meses ficou em 8,1%.
O índice de Média Móvel Trimestral da indústria ficou positivo em 0,6% em junho.
O IBGE revisou o dado da produção industrial do mês de maio ante abril, de 0,0% para 0,4%. O resultado de abril ante março também foi revisto, de 0,2% para 0,5%, enquanto o de março ante fevereiro saiu de 1,4% para 1,6%.
A produção de bens intermediários também foi revisada, de -0,7% para -0,5% em maio ante abril. Já a fabricação de bens de consumo duráveis no período saiu de 5,6% para 6,0%, enquanto a produção de bens de consumo semi e não duráveis passou de -1,4% para -1,3%.
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