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Porto Alegre, sexta-feira, 05 de agosto de 2016. Atualizado às 00h12.

Jornal do Comércio

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Edgar Lisboa

Repórter Brasília

Notícia da edição impressa de 05/08/2016. Alterada em 04/08 às 20h29min

Cabeças do Congresso

GABRIELA KOROSSY/CÂMARA DOS DEPUTADOS/JC
O Departamento de Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) lançou a lista de deputados mais influentes do Congresso Nacional e, no caso da bancada gaúcha, nada mudou. Os chamados "cabeças" eleitos no Rio Grande do Sul são os mesmos sete do ano passado: Darcísio Perondi (PMDB, foto), Henrique Fontana (PT), Marco Maia (PT), Maria do Rosário (PT), Onyx Lorenzoni (DEM), Ana Amélia (PP) e Paulo Paim (PT). Paim continua a ser o único eterno "cabeça". Isso significa que 20,5% dos 34 parlamentares (31 deputados federais e três senadores) da bancada gaúcha são da elite do Congresso. Entre os parlamentares em ascensão, houve uma mudança de um terço entre os deputados gaúchos citados. Eram três deputados em 2015 e são três em 2016. Só que Luiz Carlos Busato (PTB) deu lugar a Jerônimo Goergen (PP). Nelson Marchezan Jr. (PSDB) e Paulo Pimenta (PT) continuam ascendendo.
Poucas mudanças
Apesar de todas as reviravoltas deste ano, o PT continua, pelo 17º ano consecutivo, como partido mais influente, com 18 parlamentares na elite. A base do presidente interino Michel Temer (PMDB) tem 65% dos influentes, enquanto a oposição tem 35%. A grande diferença entre 2015 e 2016 é que a participação de mulheres entre os "cabeças" é maior que no Congresso: 13% dos "cabeças" são mulheres, enquanto no Congresso elas são 9,28%. De acordo com o Diap, "entre os atributos que caracterizam um protagonista do processo legislativo, destacamos a capacidade de conduzir debates, negociações, votações, articulações e formulações, seja pelo saber, senso de oportunidade, eficiência na leitura da realidade, que é dinâmica, e, principalmente, facilidade para conceber ideias, constituir posições, elaborar propostas e projetá-las para o centro do debate, liderando sua repercussão e tomada de decisão".
Corrupção privada
O deputado federal gaúcho João Derly (Rede) apresentou projeto de lei tornando crime corrupção em ambiente privado. No caso, se entende por "ambiente privado" a iniciativa privada. Logo, o texto criminaliza a corrupção nas empresas privadas. Derly cita o caso dos dirigentes da Fifa presos na Suíça por terem usado as suas posições para obter contratos com empresas esportivas. "Aqui no Brasil, não será possível a condenação dos envolvidos pelo crime de corrupção. Isso porque, segundo advogados, não há na legislação brasileira a tipificação do crime de corrupção entre entes privados, como é o caso da Confederação Brasileira de Futebol e a Fifa", disse.
Oportunidade perdida
No meio da temporada de convenções partidárias para escolher os candidatos a cerca de 5,5 mil prefeituras, o deputado federal gaúcho José Fogaça (PMDB) fez um lamento. "É importante registrar, talvez numa nota triste e desalentadora, o fato de que nós tivemos em nossas mãos, no ano de 2015, a possibilidade concreta, real, efetiva de fazer profundas e produtivas mudanças na lei que organiza as eleições no Brasil, fazer a grande reforma política que esse País demandava. Não fizemos. Fizemos uma reforma pobre, mesquinha, absolutamente ineficiente, com resultado pífio."
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