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Porto Alegre, quinta-feira, 25 de agosto de 2016. Atualizado às 00h05.

Jornal do Comércio

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Dom Jaime Spengler

A voz do Pastor

Notícia da edição impressa de 25/08/2016. Alterada em 24/08 às 21h32min

Leigos

Os leigos têm a missão de impregnar e penetrar as realidades temporais com o espírito cristão. Vivemos um momento histórico, no qual o cuidado e a promoção do bem comum necessitam de atenção especial. Nesse contexto, os leigos são convocados a agir com determinação. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), tendo em vista as eleições municipais que se aproximam, destaca, através de uma nota, a importância do engajamento dos leigos no processo político:
"Sonhamos e nos comprometemos com um país próspero, democrático, sem corrupção, socialmente igualitário, economicamente justo, ecologicamente sustentável, sem violência, discriminação e mentiras; e com oportunidades iguais para todos. Só com participação cidadã de todos os brasileiros é possível a realização desse sonho. Esta participação democrática começa no município (...). Se quisermos transformar o Brasil, comecemos por transformar os municípios. As eleições são um dos caminhos para atingirmos essa meta. A política, do ponto de vista ético, 'é o conjunto de ações pelas quais os homens buscam uma forma de convivência entre indivíduos, grupos, nações que ofereçam condições para a realização do bem comum'. Já do ponto de vista da organização, a política é o exercício do poder e o esforço por conquistá-lo, a fim de que seja exercido na perspectiva do serviço. Os leigos não podem abdicar da participação na política. A eles cabe, de maneira singular, a exigência do Evangelho de construir o bem comum na perspectiva do Reino de Deus. Contribui para isso a participação consciente no processo eleitoral, escolhendo e votando em candidatos honestos e competentes. Associando fé e vida, a cidadania não se esgota no direito-dever de votar, mas se dá também no acompanhamento do mandato dos eleitos. As eleições municipais têm uma atração e uma força próprias pela proximidade dos candidatos com os eleitores. (...) Para escolher e votar bem, é imprescindível conhecer, além dos programas dos partidos, os candidatos e suas propostas de trabalho, sabendo distinguir claramente as funções para as quais se candidatam. Dos prefeitos, espera-se 'conduta ética nas ações públicas, nos contratos assinados, nas relações com os demais agentes políticos e com os poderes econômicos'. Dos vereadores, requer-se uma ação correta de fiscalização e legislação que não passe por uma simples presença na bancada de sustentação ou de oposição ao executivo. É fundamental considerar o passado do candidato, sua conduta moral (...). A Lei da Ficha Limpa há de ser, neste caso, o instrumento iluminador do eleitor para barrar candidatos de ficha suja. (...) A compra e venda de votos e o uso da máquina administrativa nas campanhas constituem crime eleitoral que atenta contra a honra do eleitor e contra a cidadania. (...) A Igreja Católica não assume nenhuma candidatura, mas incentiva os leigos que têm vocação para a militância político-partidária a se lançarem candidatos. No discernimento dos melhores candidatos, tenha-se em conta seu compromisso com a vida, com a justiça, com a ética, com a transparência, com o fim da corrupção, além de seu testemunho na comunidade de fé. Promova-se a renovação de candidaturas, pondo fim ao carreirismo político. (...) Os leigos, inspirados na fé que vem do Evangelho, devem se preparar para assumir, de acordo com sua vocação, competência e capacitação, serviços nos conselhos de participação popular, como o da Educação, Saúde, Criança e Adolescente, Juventude, Assistência Social etc. Devem, igualmente, acompanhar as reuniões das Câmaras Municipais onde se votam projetos e leis para o município. (...)"
 
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