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Porto Alegre, terça-feira, 12 de julho de 2016. Atualizado às 17h02.

Jornal do Comércio

Política

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câmara dos deputados

12/07/2016 - 17h00min. Alterada em 12/07 às 17h05min

Cunha diz que processo que pede sua cassação é político

O deputado Eduardo Cunha começou sua defesa na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara afirmando que o processo de cassação contra ele teve motivação política


Gustavo Lima/Agência Câmara/JC
Agência Brasil
O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) começou sua defesa na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara afirmando que o processo de cassação contra ele teve motivação política. "Foi um processo político que começou com a minha eleição em primeiro turno, em que derrotei o candidato da presidenta afastada [Dilma Rousseff] e em que derrotei o candidato da oposição", disse Cunha. Na eleição, em fevereiro do ano passado, com 267 votos, Cunha derrotou o candidato governista, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que teve 136 votos. O candidato do PSB, Júlio Delgado (MG), ficou em terceiro lugar, com 100 votos, e o do P-Sol, Chico Alencar (RJ), em quarto, com oito votos.
Segundo Cunha, o processo que resultou no pedido de cassação do seu mandato, por ter mentido sobre a existência de contas secretas em seu nome no exterior, teve início após a sua eleição para a presidência da Câmara. Para o parlamentar, a oposição cresceu com pautas bancadas por ele em plenário, como a da terceirização, da redução da maioridade penal e as relacionadas ao Estatuto da Família.
O deputado, que renunciou à presidência da Câmara no ano passado, também criticou a decisão do relator de seu recurso na CCJ, Ronaldo Fonseca (PROS-DF), de negar 15 dos 16 pedidos formulados por ele.
Ao iniciar a sua fala, Cunha destacou sua familiaridade com o Regimento Interno da Casa e disse que, se estivesse na posição de Fonseca, daria provimento a todos os pedidos do recurso. "Todos sabem, até os meus mais ferrenhos adversários nesta Casa, da minha familiaridade com o Regimento desta Casa. Nenhum desses pontos seria por mim negado monocraticamente em sede de recurso, se me fosse pedido por outro deputado", afirmou.
Antes de Cunha, o advogado de defesa, Marcelo Nobre, falou durante quase uma hora. Usando elementos técnicos, Nobre retomou o argumento de que a conta no exterior não era conta pessoal de Cunha, e sim um truste. "Não se cria materialidade com prova testemunhal. Ou tem ou não tem. E não há [prova de titularidade de conta] e, por isso, não se declarou a conta no Imposto de Renda", afirmou. "Meu cliente não mentiu [na CPI, ao dizer que não possuía contas no próprio nome no exterior] e está sendo julgado por algo que ele não tem", acrescentou.
A reunião da CCJ prossegue com Eduardo Cunha se defendendo.
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