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Porto Alegre, segunda-feira, 11 de julho de 2016. Atualizado às 22h39.

Jornal do Comércio

Política

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Governo do Estado

Notícia da edição impressa de 12/07/2016. Alterada em 11/07 às 21h32min

Sartori busca apoio para manter veto a reajustes salariais

José Ivo Sartori pede para base reverter voto; Gabriel Souza (e) lidera governo no Legislativo

José Ivo Sartori pede para base reverter voto; Gabriel Souza (e) lidera governo no Legislativo


LUIZ CHAVES/PALÁCIO PIRATINI/JC
Marcus Meneghetti
O governador José Ivo Sartori (PMDB) deve se reunir hoje com a base aliada da Assembleia Legislativa para pedir a manutenção dos vetos aos projetos que preveem 8,13% de reajuste aos servidores estaduais do Judiciário, Legislativo, Ministério Público (MP), Defensoria Pública e Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Diante da movimentação dos servidores públicos, que preparam manifestações hoje de manhã, em frente à Assembleia, Sartori se manifestou através da sua conta no Twitter, afirmando que "a reposição pretendida é justa, mas inoportuna - sem sintonia com a profunda crise que vivemos".
"Respeito a autonomia dos Poderes, mas não podemos continuar com essa deformidade salarial entre servidores do mesmo Estado. Se não há condições de dar aumento para quem ganha menos, não posso sancionar aumento para quem ganha mais. A folha de pagamento do Estado chega a 75% de toda a arrecadação. A busca do equilíbrio é tarefa de todos", declarou Sartori.
Em maio, a reposição foi aprovada com o voto de vários deputados governistas, que contrariaram a orientação do Palácio Piratini. Entre os dissidentes estavam parlamentares de PMDB, PP, PSDB e toda a bancada do PDT. Apenas 14 deputados votaram contra os reajustes.
O desafio do governo é conseguir, no mínimo, 28 votos para manter o veto. Por isso, o governador já se reuniu com o secretariado, líderes de partidos e deputados ontem, no Palácio Piratini. "Amanhã (hoje), em encontro com as bancadas, reforçaremos esse posicionamento. O líder (do governo na Assembleia), Gabriel Souza (PMDB), está trabalhando no mesmo sentido", concluiu Sartori em sua manifestação no Twitter.
Embora reconheça que seja um grande desafio, Souza acredita que é possível reverter o placar. "O governo está fazendo a sua parte, mostrando as dificuldades financeiras do Estado", comentou. 
Ao tomar conhecimento das manifestações do governador pelas redes sociais, o Tribunal de Justiça (TJ) do Rio Grande do Sul divulgou uma nota, na qual a entidade afirma que "confia na harmonia, na independência dos Poderes, na plenitude do processo legislativo e na reafirmação coerente da votação anterior, em que a Casa do Povo aprovou tal projeto".
O ofício também alerta que, "caso se mantenha o veto ao Projeto de Lei (do reajuste), e a base salarial da categoria seja comprimida, os serviços prestados pelo Poder Judiciário serão seriamente comprometidos".
"Atualmente, nosso déficit de servidores é de quase 20%. Do total de 10.309 cargos previstos, 1.918 estão vagos. Além disto perdemos, ano a ano, parte significativa de nossos quadros, que partem em busca de melhores condições na carreira, e prestam concurso público para o Judiciário de outros estados ou mesmo para o Judiciário Federal", menciona também a nota. 
No final de junho, ao longo da apreciação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) pela Comissão de Finanças da Assembleia, o presidente do TJ, desembargador Luiz Felipe Difini, o procurador-geral do Ministério Público, Marcelo Dornelles, e representantes de outros órgãos se reuniram com o líder do governo para tentar um acordo sobre os reajustes. Entretanto não chegaram a um consenso.  Difini tem reclamado bastante da falta de diálogo com o Poder Executivo.
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