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Porto Alegre, segunda-feira, 04 de julho de 2016. Atualizado às 11h46.

Jornal do Comércio

Política

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novo governo

04/07/2016 - 11h46min. Alterada em 04/07 às 11h46min

'Se conseguir colocar País nos trilhos em dois anos e meio, já basta', diz Temer

O presidente da República em exercício, Michel Temer, afirmou nesta segunda-feira (4) que seu objetivo é "colocar o Brasil nos trilhos em dois anos e meio", caso seja ratificado no cargo após a votação final do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff no Senado, marcada para agosto. Temer participa nesta segunda da cerimônia de abertura do Global Agribusiness Forum 2016 (GAF 16), em São Paulo.
"Se conseguir isso, já basta", disse o presidente em exercício. "Após agosto pretendo viajar a vários países para incentivar o investimento no Brasil. Para recuperar emprego é preciso confiança, que gera investimentos", comentou. Para ele, o investidor externo está aguardando a definição política para voltar a investir no País.
Temer aproveitou o evento para falar sobre o aumento dos gastos para o funcionalismo público, o qual, segundo ele, já estava contemplado no orçamento deste ano, que prevê déficit de R$ 170,5 bilhões. "O aumento do funcionalismo já estava negociado e é abaixo da inflação. Se não déssemos ajuste já negociado, movimentos políticos cobrariam. Seria desastroso", disse, frisando que o governo ainda está em "contenção forte" de gastos.
Para finalizar, Temer voltou a dizer que manterá os programas sociais. "Enquanto houver pobreza, precisamos do Bolsa Família e do Minha Casa Minha Vida. O primeiro dos direitos sociais é o emprego." Além disso, Temer fez um afago ao agronegócio nacional, dizendo que o Brasil "é o grande celeiro do mundo" em termos de produção de alimentos.

Grupo faz ato contra Temer em frente a local do evento

Um grupo de cerca 15 pessoas protestava na manhã desta segunda contra Michel Temer, em frente ao Hotel Hyatt, em São Paulo, onde se realiza o Global Agribusiness Forum 2016.
Enquanto os manifestantes erguiam placas com dizeres "Fora Temer" e "Dilma precisa voltar" e gritavam palavras de ordem como "Golpistas, fascistas, não passarão" e "Temer, sua hora vai chegar", o presidente em exercício participava da abertura do evento.
Também participam do fórum alguns dos ministros do governo interino, como o da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, e o de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho.
Entre os manifestantes estão membros da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES), da Juventude do PT, do coletivo Oculta e também populares que se mobilizaram por meio das mídias sociais.
"Em pouco tempo, esse governo só fez coisa errada, aprovou medidas neoliberais. O Senado não pode aprovar o impeachment, que é ilegal, como as perícias já têm demonstrado. A saída da Dilma (Rousseff) foi articulada por grupos que queriam surfar na onda da corrupção", disse Edva Aguiar, que se apresentou como sendo parte da "população indignada".
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