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Porto Alegre, quinta-feira, 21 de julho de 2016. Atualizado às 22h32.

Jornal do Comércio

Opinião

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Editorial

Notícia da edição impressa de 22/07/2016. Alterada em 21/07 às 20h20min

Segurança, o grande tema nas eleições dos EUA

O Partido Republicano tem candidato às eleições presidenciais dos Estados Unidos. O bilionário Donald Trump é um ultraconservador que disputará as eleições contra Hillary Clinton, do Partido Democrata. É uma ex-primeira-dama e secretária de Estado, com o apoio do presidente Barack Obama e do seu marido, o ex-presidente Bill Clinton.
Hillary Clinton ainda deve ser confirmada oficialmente, mas não há como não ser ela a indicada pelo seu partido para no pleito de 8 de novembro. Ambos lideraram as respectivas primárias, eleições indiretas em que foram eleitos delegados para a Convenção Nacional Democrata/Republicana de 2016.
No início da campanha, ninguém levava a sério Donald Trump. É que em toda campanha eleitoral há candidatos que sobem temporariamente nas pesquisas para depois cair no esquecimento.
Trump era um incorporador de imóveis muito rico que solidificou sua reputação como negociador sem papas na língua durante sua carreira de 10 anos como apresentador do programa de TV O Aprendiz.
A rispidez com que criticava e demitia os participantes do programa lhe franqueou uma legião de admiradores. Trump foi notado quando prometeu construir um muro na fronteira com o México e acusou o governo mexicano de enviar criminosos para os EUA. Estava ali o candidato que proclamava o que muitos eleitores republicanos pensavam, mas não se atreviam a dizer.
A campanha nos EUA tem sido de muitos ataques, algum sarcasmo e mesmo acusações veladas. Se antes as eleições foram dominadas pelo fax e o e-mail, em seguida pelo Facebook e o Twitter, agora será a vez do Snapchat, segundo a imprensa norte-americana.
O principal tema na pauta dos debates será segurança. De permeio, o ainda visível - e às vezes mortal - preconceito racial em alguns estados e cidades, opondo negros e brancos.
Nem a trapalhada do discurso pronunciado pela mulher de Trump e plagiado de fala da atual primeira-dama e então candidata, em 2008, Michelle Obama, foi capaz de fazer ruir a impetuosidade do candidato. Mas, perante a opinião pública, houve arranhões na credibilidade do republicano.
Hillary afirma que quer manter os EUA em segurança defendendo seus valores básicos. Quer derrotar o grupo Estado Islâmico, o terrorismo global e as ideologias que os motivam. Porém, na prática, pelo menos na França e em alguns estados norte-americanos, o terrorismo tem matado pessoas no Velho Mundo e nos EUA. E isso geralmente com o apoio, explícito ou a posteriori, do Estado Islâmico, o pavor do mundo ocidental.
Hillary proclama que restaurou a liderança norte-americana no mundo, depois da erosão dos oito anos da administração de George W. Bush e sua política isolacionista.
Trump afirma que tornará o exército dos EUA "tão grande, tão poderoso e forte, que ninguém vai mexer com a gente". Ataca pontos na política de Obama, usando a frase-síntese de campanha "Torne os Estados Unidos grande novamente".
Infelizmente, uma ameaça antes apenas no imaginário popular foi descoberta no Brasil, uma organização visando praticar terrorismo durante as Olimpíadas, agora em agosto. A Polícia Federal monitorou mensagens entre os integrantes do plano, desbaratando a ideia maligna.
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