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Porto Alegre, domingo, 17 de julho de 2016. Atualizado às 22h21.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 18/07/2016. Alterada em 17/07 às 19h03min

A segurança nas Olimpíadas do Rio de Janeiro

Em agosto, o Brasil realizará os Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro. Quando a Cidade Maravilhosas foi escolhida, em 2007, os aplausos foram gerais. Afinal, pela primeira vez o maior evento esportivo do mundo teria a América do Sul por cenário.
Porém, os anos passaram e, quando a Tocha Olímpica começou a percorrer o nosso imenso País neste 2016, não foram poucas as vozes criticando a realização do evento por aqui.
Claro, o Brasil, desde 2007, passou por problemas, que foram agudizados a partir de 2014. Gastos acima do previsto, obras chamadas de "elefantes brancos", medo pela insegurança e muita corrupção em altos escalões da República serviram de combustível para uma campanha contra os jogos no Rio, tanto interna quanto externamente.
Outras Olimpíadas tiveram acusações tão fortes quanto as do Rio de Janeiro, sobre subornos e propinas. E começando pela escolha do país-sede até a montagem da infraestrutura.
A questão da segurança é um dos maiores desafios. A apreensão com algum atentado aumentou após o mais recente ataque terrorista na França, com 84 mortos e dezenas de feridos. Pouco antes, havia saído a notícia de que serviços secretos da França alertavam para um ataque contra a delegação francesa na Rio-2016.
Mesmo com um aparato formidável em um total de 84 mil integrantes deslocados para a segurança, incluindo efetivo de 22 mil militares das Forças Armadas, agora há, sim, uma certa preocupação.
A aposta dos brasileiros é que não haja violência. Mas quem pode assegurar proteção total contra fanatismo, ódio e, provavelmente, desequilíbrio mental, como tem sido visto nos atentados na França?
Outro tema que desperta críticas é o gasto com as Olimpíadas. O custo das obras diretas estava previsto para ser rateado entre a União, o estado e a prefeitura do Rio de Janeiro.
Mas ocorreu uma crise econômica, com reflexos inclusive na extração e venda de petróleo, além da corrupção na Petrobras, com a queda no faturamento da estatal e o menor repasse dos royalties ao governo estadual fluminense. Então, a prefeitura do Rio foi sacrificada, até o aporte de R$ 2,9 bilhões da União ao estado do Rio de Janeiro.
Mesmo tendo se atrapalhado em algumas entrevistas ao exterior, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), conseguiu manter o ânimo para as Olimpíadas, apesar da tragédia da queda da ciclovia na zona sul da cidade. O orçamento dos Jogos Olímpicos é de cerca de R$ 40 bilhões, sendo R$ 24,6 bilhões, para várias obras de infraestrutura.
Pouco mais de R$ 7 bilhões para a construção de arenas esportivas, e outros R$ 7,5 bilhões, de origem privada, vieram do comitê organizador Rio 2016. Qualquer eventual déficit nas contas do comitê organizador terá que ser dividido em partes iguais entre a União, Estado e município.
Apesar da conta no vermelho, os organizadores ainda consideram os Jogos Olímpicos do Rio uma referência, não só pelo volume de gastos envolvidos, como pelas parcerias público-privadas que reduziram a necessidade de investimento público.
Por isso, se pensarmos em R$ 7,5 bilhões de orçamento, um déficit de R$ 400 milhões a R$ 500 milhões, na opinião de analistas financeiros, representa cerca de 6%, muito pouco para um projeto desse tamanho. São os Jogos mais baratos da história, afirmaram alguns. Que venham as Olimpíada, e com total segurança.
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