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Porto Alegre, quinta-feira, 14 de julho de 2016. Atualizado às 01h08.

Jornal do Comércio

Opinião

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Editorial

Notícia da edição impressa de 14/07/2016. Alterada em 13/07 às 20h35min

Exportações aliviam a crise econômica brasileira

Os problemas políticos e socioeconômicos se avolumam no Brasil. Uma soma de fatores adversos prejudica o setor comercial e industrial. Apesar dessas dificuldades, as exportações do País vão bem, muito pelo esforço de nossas empresas.
É possível melhorar, especialmente com valor agregado. Há muitos anos se fala que o País não pode ficar apenas dependendo das commodities. No entanto, são elas que têm sustentado a balança comercial brasileira e impedido que o déficit nas contas externas atinja valores inimagináveis.
Tanto é assim que a balança comercial das duas primeiras semanas de julho registrou superávit de US$ 1,488 bilhão. No acumulado do ano, o resultado é de um robusto superávit de US$ 25,1 bilhões.
Um resultado deste valor obtido neste momento do ano, ainda que atingido mais pela queda nas importações do que pelo aumento das exportações, é uma boa surpresa.
Também colaborou a recente alta do dólar, que chegou a rondar os R$ 4,00, facilitando a compra de produtos nacionais, além de mais exportações de commodities, superavitárias, principalmente, como sempre, no setor agropecuário.
Ainda se deve observar que os resultados positivos vem ocorrendo, mês a mês, desde o ano passado, com as exportações superando as importações.
Agora, segundo o governo federal, houve aumento nas vendas de produtos semimanufaturados - no mês, a alta foi de mais 17,4%, passando de US$ 103,8 milhões para US$ 121,8 milhões.
Porém, houve queda nas vendas de produtos manufaturados, menos 8,2%, ou seja, de US$ 290,8 milhões para US$ 266,9 milhões, por conta de aviões, motores e geradores elétricos, autopeças, veículos de carga, automóveis de passageiros, óxidos e hidróxidos de alumínio, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
Mas o que importa é que a balança é superavitária, e é bom que haja, pelo menos, uma agenda positiva em meio a tanto desgaste no País. É verdade que temos programa visando, justamente, facilitar o embarque de mercadorias e a ampliação dos mercados compradores.
Assim, o Plano Nacional de Exportações representa um esforço federal para reverter o desânimo com os rumos da economia e emplacar uma agenda positiva dentro do governo.
Exportar é o que importa. O refrão antigo continua válido. E mesmo com o bom superávit até agora, as exportações brasileiras não correspondem ao tamanho da nossa economia. O Brasil é a sétima economia do mundo e somente o 25º país em termos de exportação de bens.Temos uma participação de pífio 1,2% nas exportações globais e apenas 0,7%, se considerarmos os bens manufaturados. É pouco, muito pouco.
É sabido que o comércio exterior é um tribunal da competitividade. Quem exporta é mais competitivo, porque tem mais economia de escala e melhora os padrões tecnológicos em função da pressão competitiva que existe nos mercados globais.
E, felizmente, o Rio Grande do Sul está bem, pois a nossa indústria calçadista continua vendendo muito para os Estados Unidos. Além, é claro, das exportações de soja. É preciso trabalhar para manter e até melhorar esses resultados.
Precisamos conferir um novo status ao comércio exterior e participar mais desse movimento global.
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