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Porto Alegre, terça-feira, 05 de julho de 2016. Atualizado às 22h44.

Jornal do Comércio

Opinião

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Editorial

Notícia da edição impressa de 06/07/2016. Alterada em 05/07 às 19h56min

Olimpíadas do Rio terão segurança excepcional

Faltando 29 dias para o início dos Jogos Olímpicos, a Força Nacional de Segurança assumiu os seus postos em todas as instalações de competições das Olimpíadas e Paralimpíadas do Rio de Janeiro. Policiais, com reforço de militares das Forças Armadas, ocuparam o Parque Olímpico, na Barra da Tijuca.
O pessoal encarregado da segurança passou por vários cursos de capacitação e treinamentos. Eles são dos estados e também do Distrito Federal. A formação começou há mais de um ano, em Brasília, e a maior parte do contingente é formada por PMs.
A operação é coordenada pelo Ministério da Justiça e Cidadania, através da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos. Outras instituições, como a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal, atuarão em conjunto durante os Jogos, cada uma com o seu papel definido.
Porém, no fim de semana ocorreu um forte ruído entre a prefeitura do Rio e o governo estadual. O prefeito Eduardo Paes (PMDB) deu entrevista à rede CNN dos Estados Unidos, criticando, asperamente, a segurança do evento, classificando-a de "terrível", instalando-se a cizânia entre os dois poderes. Mas, ontem, Paes recuou e disse que o assunto estava encerrado, não falaria mais de segurança e elogiou as autoridades do Estado do Rio de Janeiro.
Com isso, espera-se que, a partir de agora, as disputas esportivas sejam o mote do noticiário sobre os Jogos Olímpicos, e não mais a discórdia sobre segurança. No exterior, qualquer motivo para criticar as Olimpíadas é aproveitado ao máximo, especialmente nos EUA. Por isso, é deprimente se verificar campanha interna e externa contra o maior evento esportivo do mundo.
Após deboches de parte da imprensa internacional por conta dos problemas, atrasos e acidentes para a Rio-2016, o mínimo que se espera é menos discurso e mais trabalho, nos poucos dias que faltam para o evento.
Nos Estados Unidos, o destaque é para mortes de policiais, o assassinato na Linha Vermelha da médica Gisele Palhares, o roubo de equipamentos de uma TV alemã, e confrontos com mortes de moradores em favelas com e sem Unidades de Polícia Pacificadora, que também provocaram críticas do prefeito Eduardo Paes.
Mas, recebendo da União um aporte de R$ 2,9 bilhões para acabar as obras que faltam, o governo estadual do Rio pagou os vencimentos de maio a uma grande parcela dos servidores, incluindo inativos e pensionistas. E prometeu pagar junho logo.
Esse atraso foi o motivo de manifestações no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o popular Galeão, com policiais exibindo cartazes em inglês para saudar os viajantes que chegavam ao Rio com a frase-símbolo de "Bem-vindos ao inferno". Uma demasia, convenhamos.
Também foi muito triste ver autoridades brasileiras atacando outros setores públicos, ainda que por conta da indispensável segurança para as Olimpíadas, na imprensa internacional.
Sobre o problema do zika vírus, que fez alguns atletas desistirem de vir ao Rio de Janeiro, o prefeito Paes disse que a cidade está enfrentando o problema. Lembrou, criticando, que quem é norte-americano não deveria ir à Flórida, "porque lá tem mais casos de zika do que no Rio".
Nestes dias que faltam para as Olimpíadas, espera-se que os esforços sejam unidos em prol de que tudo transcorra o mais normal possível. A partir de agora, que o noticiário se volte para os atletas, os grandes nomes que merecem destaque.
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