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Porto Alegre, domingo, 03 de julho de 2016. Atualizado às 22h15.

Jornal do Comércio

Opinião

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Notícia da edição impressa de 04/07/2016. Alterada em 03/07 às 19h21min

Não é hora de parar com as mudanças

Tiago Simon
Em 1993, o então senador Pedro Simon (PMDB) apresentou e aprovou requerimento para a instalação da CPI dos Corruptores, que não teve seguimento por conta da recusa de outros partidos em indicar membros para integrá-la.
Até a deflagração da Operação Lava Jato, o sistema político preservava os dedos, oferecendo em troca os anéis das manobras e acordos, todos operados num mundo impermeável às instituições de controle e à sociedade. O que emerge à luz pública é um sistema político fundado em partidos transformados em despachantes de interesses empresariais junto ao Estado, e cujas ações disparam a cada vez que uma propina é aceita. Talvez nem todos tenham entendido a conclusão a que chegou o juiz Sérgio Moro quando afirmou que "a corrupção é sistêmica. Ela é organizada e tem muitas ramificações, dotada de um modus operandi e de uma divisão social do trabalho".
Mas na assertiva de Moro há um assombro: a corrupção vem subvertendo a natureza da res publica ao avançar sobre as instituições, colocando-as a serviço de uma cleptocracia, que é um Estado governado por ladrões. Por isso, a cada manobra, uma nova fase da Lava Jato; a cada tentativa de acordo, um indiciamento; a cada obstrução, uma condução coercitiva. É que as instituições que ainda mantêm sua integridade estão decididas a restaurar a dignidade da esfera pública e da atividade política.
Neste cenário, está mais do que claro que a coisa pública só poderá ser resgatada a partir da iniciativa da sociedade, que assuma a responsabilidade pela construção de um novo sistema político, formado por novas lideranças e partidos renovados e conectados com as comunidades e suas iniciativas. Estamos no bom caminho. Não é hora de parar com as mudanças.
Deputado estadual (PMDB)
 
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