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Porto Alegre, domingo, 31 de julho de 2016. Atualizado às 22h37.

Jornal do Comércio

Internacional

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Turquia

Notícia da edição impressa de 01/08/2016. Alterada em 31/07 às 19h38min

Governo assume controle do Exército

Na cidade alemã de Colônia, milhares foram às ruas apoiar Erdogan

Na cidade alemã de Colônia, milhares foram às ruas apoiar Erdogan


HENNING KAISER/AFP/JC
O governo da Turquia anunciou ontem a destituição de cerca de 1.400 membros das Forças Armadas, bem como a reforma de seu conselho militar máximo. Com isso, Exército, Marinha e Aeronáutica foram retirados do controle do Estado-Maior e receberão ordens diretamente do presidente Recep Tayyip Erdogan e do primeiro-ministro Binali Yildirim, sem necessidade de aprovação pelo Parlamento.
Essas foram as mais recentes medidas tomadas pelo presidente após a tentativa de golpe militar ocorrida em 15 de julho. Desde então, mais de 18 mil pessoas foram presas e 70 mil, expurgadas do governo.
A nova onda de expulsões e as mudanças no Conselho Militar Supremo foram anunciadas no jornal oficial do Estado horas após Erdogan afirmar que pretendia colocar os comandos das Forças Armadas e o Serviço Nacional de Inteligência sob controle direto de seu gabinete. De acordo com o comunicado, foram expulsos militares suspeitos de terem ligação com o clérigo Fethullah Gulen, acusado de orquestrar o golpe.
O governo também anunciou que os vice-premiês, além dos ministros da Justiça, do Interior e das Relações Exteriores passarão a integrar o Conselho Militar Supremo. Antes, apenas primeiro-ministro e ministro da Defesa tinham assento no órgão. Cerca de 40% dos generais e almirantes turcos foram destituídos nos últimos 15 dias. Além dos expurgos, Erdogan cancelou os passaportes de 49 mil pessoas, fechou 131 meios de comunicação e prendeu 89 jornalistas.
Na cidade alemã de Colônia, milhares de pessoas foram às ruas ontem para mostrar seu apoio ao presidente turco. Cerca de 3 milhões de pessoas de origem turca vivem na Alemanha.
 
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