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Porto Alegre, quinta-feira, 21 de julho de 2016. Atualizado às 22h47.

Jornal do Comércio

Internacional

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França

Notícia da edição impressa de 22/07/2016. Alterada em 21/07 às 20h15min

Terrorista de Nice teve ajuda de cinco cúmplices

Uma semana após ataque à cidade, franceses ainda tentam entender tragédia que deixou 84 mortos

Uma semana após ataque em Nice, franceses ainda tentam entender tragédia


VALERY HACHE/AFP/JC
Na data em que completou uma semana do atropelamento de 84 pessoas por um caminhão durante as celebrações do Dia da Queda da Bastilha em Nice, o procurador francês François Molins afirmou que o terrorista tunisiano Mohamed Lahouaiej Bouhlel vinha planejando o ataque por meses e teve a ajuda de pelo menos cinco pessoas - quatro homens e uma mulher. "A investigação que tem sido conduzida desde a noite de 14 de julho avançou e não só confirmou a natureza premeditada do ato como também apontou que Bouhlel teve apoio e cúmplices", disse Molins a jornalistas.
Em um inquérito judicial aberto nesta quinta-feira, os cinco suspeitos que estão sob custódia responderão por acusações de terrorismo, por terem contribuído de alguma forma para o atentado. Segundo Molins, o celular do motorista tunisiano tinha buscas e fotos que indicam que ele estudava o ataque desde 2015.
Com base nas mensagens de celular de Bouhlel, a polícia já desconfiava que ele não havia agido sozinho. Em uma SMS enviada cerca de 15 minutos antes do início do massacre na Promenade des Anglais, a avenida beira-mar de Nice, o tunisiano escreveu: "Traga mais armas em cinco (provavelmente minutos)". A mensagem seria para um homem identificado como Choukri, um dos presos.
No dia 16, o Estado Islâmico (EI) reivindicou a autoria do atentado de Nice, que deixou 84 pessoas mortas e mais de 200 feridos. A facção terrorista proclamou que Bouhlel era seu "soldado", mas os serviços de inteligência não o haviam detectado como suspeito.
Um dos homens detidos em conexão com Bouhlel teria contado sobre a rápida radicalização do tunisiano nas últimas semanas, citada pelo ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve. Câmeras de segurança captaram imagens do caminhão circulando pela Promenade des Anglais nos dois dias anteriores ao crime, em outro indício de que houve uma preparação prévia, e não um ato impulsivo. Também nesta quinta-feira, Cazeneuve determinou uma investigação detalhada da Inspetoria da Polícia Nacional sobre o esquema de segurança na celebração.
 
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