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Porto Alegre, segunda-feira, 04 de julho de 2016. Atualizado às 22h41.

Jornal do Comércio

Internacional

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Argentina

Notícia da edição impressa de 05/07/2016. Alterada em 04/07 às 20h57min

Cristina propõe auditoria de obras

Cristina Kirchner aproveitou para criticar políticas econômicas de Macri

Cristina Kirchner aproveitou para criticar políticas econômicas de Macri


EMILIANO LASALVIA/AFP/JC
A ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner disse que proporá à Justiça que se faça uma auditoria de todas as obras de seu governo (2007-2015). A afirmação foi feita durante entrevista a um programa de TV do canal C5N. A emissora é de Cristóbal López, um dos empresários beneficiados por licitações e licenças para operar cassinos durante o kirchnerismo. Há, porém, rumores de que ele está deixando a sociedade.
A entrevista, a primeira da ex-mandatária desde que deixou o poder, em dezembro, foi concedida três dias após a polícia argentina cumprir um mandado de busca e apreensão nos imóveis de Cristina. Foram revistadas propriedades da empresa imobiliária dos Kirchner, a Los Sauces.
Há suspeitas de que Cristóbal López e o empresário Lázaro Báez - preso há dois meses sob suspeita de lavagem de dinheiro e também um grande vencedor de licitações durante o kirchnerismo - tenham alugado apartamentos da Los Sauces como forma de pagamento de propina. "Alguém pensar que, com um plano de obras públicas milionário, faz uma manobra de corrupção com um, dois ou três imóveis, que têm cifras absolutamente irrisórias, por favor! Seria um caso único de corrupção", afirmou.
"Temos que fazer uma auditoria, porque isso de alguém afirmar alegremente que há superfaturamento na obra pública ou mentir que alguém está desviando dinheiro através do aluguel de um imóvel é um absurdo", destacou, comparando seu caso com o da presidente afastada Dilma Rousseff, e que ambos os casos se tratam de uma intervenção na região, dando a entender que os Estados Unidos seriam os responsáveis. Isso estaria ocorrendo, segundo ela, porque os países abriram suas economias a países como China e Rússia.
A ex-chefe de Estado aproveitou a oportunidade para criticar as políticas econômicas do presidente Mauricio Macri, destacando que "é notório o nível baixo de qualidade de vida", e promover seu governo, afirmando que "entregamos um país capitalizado". Disse ainda estar sendo perseguida na Justiça. Além do caso Los Sauces, ela está sendo processada pela venda de dólares no mercado futuro a preços inferiores.
 
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