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Porto Alegre, quinta-feira, 14 de julho de 2016. Atualizado às 19h25.

Jornal do Comércio

Fórum Internacional de Resíduos Sólidos

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Gestão de resíduos

Notícia da edição impressa de 15/07/2016. Alterada em 14/07 às 18h27min

Toneladas de lixo são desperdiçadas diariamente

Denise Costa trouxe resultados do projeto voltado a catadores

Denise trouxe resultados do projeto voltado à catadores


MARCELO G. RIBEIRO/JC
Atualmente, até 23% dos resíduos sólidos que Porto Alegre encaminha ao aterro de Minas do Leão poderiam permanecer na cidade. Significa que 276 toneladas/dia de lixo reaproveitável não são encaminhadas para tratamento, segundo a prefeitura da Capital. Os dados fazem parte do panorama do município apresentado no II Intercâmbio de Técnicas e Práticas de Gestão em Organizações de Catadores, durante o fórum.
"Porto Alegre ainda gera muito resíduo misturado, mesmo com todos os esforços de coleta seletiva", lamenta Denise Costa, coordenadora do programa Todos somos Porto Alegre, que atua junto a catadores da Capital. O projeto é uma das principais ações municipais para melhora da coleta seletiva na cidade. Dados mais recentes, de 2014, apontam 2.265 pessoas cadastradas no projeto, com mais de 250 beneficiários inseridos em atividades produtivas nos setores de construção civil, indústria e supermercados. Iniciativa paralela, o projeto de educação ambiental Caminhos da Reciclagem capacitou mais de 300 pessoas, entre catadores e profissionais de ensino. Outras iniciativas da prefeitura incluem a Cooperativa Paulo Freire, que gerencia resíduos eletroeletrônicos e atua junto à população em situação de rua, e o Centro de Transformação Sócio-Ambiental (CTSA), que promove a construção de blocos de concreto a partir de resíduos da construção civil.
Estudo do professor Christian Silva, da Universidade Tecnológica Federal Paraná (Utfpr), em parceria com o CNPq e o Observatório da Política Nacional de Resíduos Sólidos, aponta que a geração de resíduos em Porto Alegre cresceu 30% no período de 2008 a 2014, passando de 0,86 kg para 1,12 kg por pessoa/dia.
Mesmo com mais de 20 anos de coleta seletiva na Capital, apenas 4,6% de todos os recicláveis são de fato aproveitados. O restante acaba perdido, devido ao descarte inadequado e falhas no sistema de triagem, entre outros problemas. De acordo com o estudo, os principais materiais reciclados na capital gaúcha são papel e papelão (58%) - ambos com baixo valor comercial - seguidos do plástico (17%) e vidros (15%), mais lucrativos para os catadores.
Também foram apresentadas as metas para o Plano Estadual de Resíduos Sólidos do Rio Grande do Sul (PERS-RS). No prazo de dois anos, está prevista a implementação da coleta seletiva em todas as cidades gaúchas, além da promoção de centrais licenciadas de triagem e transbordo e espaços capacitados de compostagem orgânica. A exposição ficou a cargo de Valtemir Goldmeyer, coordenador das assessorias técnicas da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema-RS).
O Estado tem 19 aterros adequados às exigências federais, enquanto outros 41 atuam em situação provisória, com renovação de licença ainda pendente ou sob efeito de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC). Segundo os dados do PERS-RS, apenas um município gaúcho (Uruguaiana) ainda deposita resíduos a céu aberto, e não existem mais crianças trabalhando em lixões no Estado.
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