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SUPERMERCADOS

14/07/2016 - 20h11min. Alterada em 13/07 às 17h32min

Setor supermercadista registra primeira queda real em 10 anos

 Geraldo Monteiro comemora bons resultados e reforma na loja de Canoas do Carrefour

Geraldo Monteiro comemora bons resultados e reforma na loja de Canoas do Carrefour


CARREFOUR /DIVULGAÇÃO/JC
O setor supermercadista gaúcho sentiu os efeitos da instabilidade econômica e registrou sua primeira queda real de vendas nos últimos 10 anos, conforme os dados do Ranking Agas 2015, pesquisa realizada pela Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) com as 255 maiores empresas do Estado. O estudo mostra que o segmento faturou R$ 26,2 bilhões em 2015, um crescimento nominal de 8,76% em relação ao resultado de 2014. O índice, deflacionado pelo IPCA/IBGE do período, mostra uma queda real de 1,91% nas vendas do setor no ano passado - ocasionada, sobretudo, pela diminuição do poder de compra dos consumidores.
O setor supermercadista gaúcho sentiu os efeitos da instabilidade econômica e registrou sua primeira queda real de vendas nos últimos 10 anos, conforme os dados do Ranking Agas 2015, pesquisa realizada pela Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) com as 255 maiores empresas do Estado. O estudo mostra que o segmento faturou R$ 26,2 bilhões em 2015, um crescimento nominal de 8,76% em relação ao resultado de 2014. O índice, deflacionado pelo IPCA/IBGE do período, mostra uma queda real de 1,91% nas vendas do setor no ano passado - ocasionada, sobretudo, pela diminuição do poder de compra dos consumidores.
Pelo sexto ano consecutivo, as empresas de porte médio foram as que mais cresceram no setor supermercadista gaúcho, superando as grandes e as pequenas. Segundo o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo, a capacidade de enxugar recursos e o apelo local destas empresas são pontos decisivos para o crescimento. "As empresas médias normalmente são identificadas historicamente com a sua cidade ou comunidade. É um lugar em que o consumidor se sente em casa, e em que o supermercadista consegue fazer diagnósticos de desperdícios. Hoje, o supermercado de sucesso é aquele que consegue reduzir custos sem prejudicar seus serviços", sugere o dirigente.
Uma das 10 maiores redes de varejo do mundo, o Carrefour aposta no seu poder de competitividade e sortimento de produtos para enfrentar a crise e atender clientes de todas as classes econômicas. Segundo o diretor de operações do Carrefour Brasil, Geraldo Monteiro, o que se pode notar é que o consumidor trocou algumas marcas por outras e reduziu um pouco da quantidade da cesta. "Estamos em um momento bom e seguimos firmes nos investimentos", afirma o executivo. Uma prova disso é a reforma da loja de Canoas, prevista para começar neste mês. A entrega do hipermercado modernizado, no estilo "nova geração", está previsto para outubro. Durante esse período de transição, a loja seguirá atendendo normalmente o público. O Carrefour está presente no Estado desde 1980, conta 25 pontos de venda e 3,3 mil colaboradores. "O consumidor sulista é muito exigente, mas também sabe reconhecer quando há mudanças positivas", diz Monteiro.

Na contramão da crise

Gabriel Drumond de Moraes e o sócio, Arthur Bolacell, fundaram o Brasco em 2012, quando ainda estavam na faculdade. Hoje, são 28 colaboradores nas duas lojas em Porto Alegre, nos bairros Moinhos de Vento e no Jardim Europa. O segredo para conquistar espaço em meio a redes já consolidadas é oferecer um atendimento mais personalizado e fortalecer a relação com as comunidades do entorno. "Os grandes não conseguem ter a velocidade para fazer mudanças e se adaptar tão rapidamente. E isso é um ponto forte de ser pequeno", diz Moraes.
Com este novo conceito de negócio, a crise está passando longe dos jovens empresários, que estão aproveitando o momento para tornar os processos mais eficientes. "Apesar de tudo, estamos crescendo 110% neste ano", comemora Moraes, ressaltando que, neste segundo semestre, o foco é aprimorar a qualidade da equipe e a organização interna.
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