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Porto Alegre, quinta-feira, 28 de julho de 2016. Atualizado às 22h41.

Jornal do Comércio

Economia

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Trabalho

Notícia da edição impressa de 29/07/2016. Alterada em 28/07 às 19h58min

Centrais gaúchas farão ato público em 16 de agosto

Manifesto conjunto foi assinado por representantes de cinco entidades

Manifesto conjunto foi assinado por representantes de cinco entidades


ALINE VARGAS/DIVULGAÇÃO/JC
No próximo dia 16, as centrais sindicais gaúchas se unem à mobilização nacional de entidades representativas dos trabalhadores para protestar contra as patronais, oferecendo resistência ao avanço dos projetos de flexibilização das leis trabalhistas e de mudanças na Previdência Social. "Devemos realizar um grande ato público em frente às federações de indústria, e de comércio e serviços (Fiergs e Fecomércio)", avisa o presidente da União Geral dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul (UGT-RS), Paulo Roberto Barck. Segundo ele, o objetivo é oferecer resistência "ao lobby empresarial" junto ao governo federal interino, que vem "trabalhando no sentido de acelerar o trâmite das pautas, sem que ocorra um debate mais amplo".
Na quinta-feira pela manhã, representantes de cinco centrais participaram de reunião realizada na sede da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-RS), para traçar as estratégias da ação no Rio Grande do Sul, mais especificamente na Capital. De acordo com o presidente da CTB-RS, Guiomar Vidor, o encontro foi uma preparatória para estender o convite a outras entidades. "Dia 8 de agosto, iremos promover uma plenária de conscientização com todas as centrais e sindicatos - e estamos convidando inclusive agremiações de estudantes para participar do debate", completa Barck.
As cinco centrais gaúchas estão em consenso e assinaram o manifesto único, construído nacionalmente, em defesa de emprego e garantia de direitos, que também critica as reformas propostas pelo presidente interino Michel Temer.
"Queremos é que sejam tomadas medidas para a recuperação econômica. A Previdência não é deficitária, pelo contrário: é superavitária - o problema é que os recursos são desviados", dispara o secretário-geral da Nova Central Sindical do Rio Grande do Sul, Paulino Correa. "E a proposta de flexibilização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é o retorno ao século passado, onde único direito era trabalhar", completa. "O máximo que se pode aceitar é uma modernização da CLT", completa Barck.
Reunidas em assembleia na última terça-feira, o grupo das seis principais centrais sindicais do País decidiu retomar ações conjuntas para enfrentar dois desafios aos trabalhadores: "o aumento do desemprego com redução de salários e o desmonte de políticas de inclusão social", comenta Correa. "Em relação à diminuição dos postos de trabalho, o governo não tem atuado para a solução do problema", aponta Vidor. "Nossa união tem objetivo de enfrentar a pauta negativa da Previdência, bem como a da questão trabalhista, que destitui direitos sociais que levaram muitos anos para serem conquistados. Acreditamos que o correto é que seja implementada uma política de combate e de mais enfrentamento do desemprego, com vista na geração de novos postos."
O presidente da CTB-RS, afirma que se a pressão do próximo dia 16 não obtiver resultados, as centrais devem convocar os trabalhadores para uma greve geral, prevista para setembro. "Até lá, o novo Grupo de Trabalho (GT) recém-formado pelo Ministério do Trabalho e quatro centrais sindicais do País, terá tempo de considerar nossas reivindicações e apresentar alternativas", explica o presidente da UGT-RS. Em nível federal, a entidade é uma das que sentará com o governo para negociar as propostas.
"Respeitamos esta decisão (de se constituir um novo GT, uma vez que o governo destituiu o primeiro, porque foi contrariado), mas não concordamos", avalia Vidor. "Nos recusamos a conversar com o atual governo interino, que não tem sequer legitimidade para realizar estas mudanças." O dirigente destaca que a proposta do Fator 85/95, por exemplo, é suficiente para "resolver plenamente os problemas da Previdência". "Não existe déficit, isso é uma propaganda enganosa que o governo faz, para justificar as mudanças propostas. Em 2015, a Previdência teve um superávit de R$ 20 bilhões."
 

Mercado de trabalho deve mostrar reação em setembro, diz ministro

Julho ainda deve registrar mais fechamento do que geração de vagas
Julho ainda deve registrar mais fechamento do que geração de vagas
CLAITON DORNELLES/JC
O mercado de trabalho só deve começar a mostrar reação em setembro, na avaliação do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira. Em julho, a expectativa é de que o fechamento de vagas formais volte a superar a geração de emprego no País. "Em julho talvez ainda não tenhamos os números desejados, mas, a partir de setembro, nós acreditamos que teremos meses bem melhores", estimou o ministro, em visita ao Rio de Janeiro
O País perdeu 531.765 vagas com carteira assinada no primeiro semestre do ano, o pior resultado registrado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na quarta-feira, pelo Ministério do Trabalho. Em junho, foram fechados 91.032 postos formais, resultado ainda pior do que as previsões mais pessimistas, que esperavam a extinção de até 84,6 mil vagas.
Nogueira, entretanto, defende que já há sinais positivos nas divulgações do Caged, como a redução no ritmo de eliminação de vagas no resultado acumulado em 12 meses. "Tivemos agora nesse mês um pequeno aumento de demissões em alguns setores, que nos afetou, mas nós estamos convictos que a tendência é reduzir. Quando você chega no fundo do poço, a gente tem areia. Quando você dá um impulso para sair, a tendência é afundar um pouquinho ainda, em razão do impulso. E esse é o impulso da economia em alguns setores. Alguns setores já se estabilizam, em outros setores está demorando um pouquinho, vai demorar ainda talvez uns três meses", avaliou o ministro.
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