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Porto Alegre, quinta-feira, 28 de julho de 2016. Atualizado às 17h58.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado Financeiro

28/07/2016 - 18h01min. Alterada em 28/07 às 18h01min

Ouro fecha no maior nível em duas semanas, estimulado por decisão do Fed

Os contratos futuros de ouro fecharam no maior nível em duas semanas, impulsionados pela decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), que ontem decidiu manter os juros na faixa de 0,25% a 0,50% e não deu pistas sobre quando haverá um novo aperto. A interpretação dos investidores é a de que o Fed está relutante em aumentar os juros e, com isso, os ativos considerados seguros, como o ouro, ganham mais atratividade.
Com esse cenário, o ouro para dezembro negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em alta de 0,50%, a US$ 1.341,20 por onça-troy. Na tarde de ontem, após a decisão do Fed, o ouro negociado no pregão eletrônico já havia mostrado forte alta.
Ainda que o Fed não tenha descartado a possibilidade de elevar os juros em setembro, muitos investidores enxergaram o comunicado da autoridade monetária como dovish, uma vez que os dirigentes estariam mostrando certa relutância em fazer um novo aperto devido à incerteza econômica gerada pela decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia.
Alguns investidores apontam ainda o momento político do EUA como limitador para uma nova elevação de juros. "Com a corrida presidencial próxima do fim, uma alta de juros antes das eleições poderia tirar o mercado de ações dos trilhos, desacelerar a criação de empregos e quebrar a ilusão de prosperidade que os Democratas gostariam de creditar ao presidente Obama e seu partido", afirmou David Beahm, presidente da Blanchard and Company.
Essas percepções acabam estimulando a procura por ouro, elevando o preço do metal. "O custo de oportunidade para o ouro continua baixo", afirmou o analista Daniel Briesemann, do Commerzbank. "É uma surpresa que o preço do metal não está ainda mais alto". 
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