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Porto Alegre, quarta-feira, 27 de julho de 2016. Atualizado às 18h24.

Jornal do Comércio

Economia

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Comércio Exterior

Notícia da edição impressa de 27/07/2016. Alterada em 27/07 às 18h33min

Exportação gaúcha recua 4,4% no 1º semestre

Estado comercializou para o exterior US$ 7,7 bilhões de janeiro a junho

Estado comercializou para o exterior US$ 7,7 bilhões de janeiro a junho


TECON RIO GRANDE/DIVULGAÇÃO/JC
Adriana Lampert
O Rio Grande do Sul embarcou 11,6 milhões de toneladas de produtos por um valor total de US$ 7,7 bilhões, de janeiro a junho de 2016. Com este resultado, as exportações do primeiro semestre cresceram 10,2% em volume, mas recuaram 4,4% em receita, frente ao mesmo período de 2015. Ainda que o desempenho dos primeiros seis meses do ano tenha batido recorde histórico em quantidade vendida, o valor exportado no período é o menor desde 2010, segundo pesquisa do Núcleo de dados e conjuntos estruturais da Fundação de Economia e Estatística (FEE).
"A receita em dólar não vem acompanhando o crescimento do volume, em vista da retração dos preços médios dos produtos básicos e manufaturados", explica o pesquisador em economia da FEE Tomás Torezani. Ele destaca que, se a quantidade exportada em 2016 fosse vendida pelo preço médio de 2015, haveria crescimento de cerca de 3,1% do valor. "Um ponto positivo é que, na comparação de mês contra mês, maio e junho foram os dois períodos de crescimento em valor frente ao quinto e sexto mês de 2015."
Respondendo por 8,5% das exportações brasileiras, o Estado caiu de posição no ranking nacional dos principais exportadores, passando da quarta para a quinta colocação. Com a mudança, ultrapassou o Rio de Janeiro (em função da redução do preço do petróleo), mas foi superado por Mato Grosso (pela forte elevação das vendas de soja e milho em grãos) e Paraná (pelo crescimento das vendas de soja em grão).
Entre os motivos que determinaram um recuo de US$ 349,9 milhões do valor das vendas, o principal foi a depreciação do câmbio do real frente ao dólar. "Este fator inibiu a receita, sendo que a queda do valor foi puxada pela baixa de preços de produtos como óleo de soja (-25,8%), couros e peles (-6,3%), farelo de soja (-21,8%) e trigo em grãos (-64,4%)", justifica Torezani.
O grupo dos semimanufaturados foi o único a ter aumento nos valores. O crescimento ocorreu em virtude do acréscimo (de 757,2% em valor) das vendas de celulose, decorrente do aumento da capacidade produtiva com a expansão da fábrica da Celulose Riograndense, em Guaíba.
A soja em grão foi o destaque do período, devido à supersafra. O produto também liderou as vendas externas do Estado, com 24,8% do total, seguida por fumo em folhas (7,2%), polímeros plásticos (6,9%), carne de frango (6,8%) e farelo de soja (5,2%). Mas também a retomada das vendas de automóveis para a Argentina, com a negociação de novos acordos em âmbito federal, contribuiu para o aumento das exportações, observa Torezani. Ainda houve impulso nas comercializações de carne bovina e de bovinos vivos, que não haviam sido exportados no primeiro semestre de 2015. No ranking de principais destinos dos produtos gaúchos, a China (25,9%) superou Estados Unidos (7,9%), Argentina (7,7%), Alemanha (2,6%) e Coreia do Sul (2,5%).
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