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Porto Alegre, sábado, 23 de julho de 2016. Atualizado às 12h13.

Jornal do Comércio

Economia

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conjuntura internacional

23/07/2016 - 12h14min. Alterada em 23/07 às 12h14min

Ministros de finanças do G-20 temem desaceleração em caso de Brexit litigioso

Ministros de finanças das 20 maiores economias do mundo, o G-20, pediram que autoridades britânicas e europeias resolvam de forma rápida e amigável a saída do Reino Unido da União Europeia, em meio a temores de que um Brexit litigioso provoque uma desaceleração da economia global.
O referendo que decidiu pela saída do Reino Unido, no mês passado, abalou os mercados mundiais e levou o Fundo Monetário Internacional (FMI) a reduzir sua estimativa de crescimento econômico global.
O processo, no entanto, ainda não começou, e ministros do G-20 reunidos neste fim de semana na China temem que uma negociação prolongada e hostil entre as duas partes resulte em desaceleração e mais volatilidade, o que afetaria investimentos e a confiança do consumidor.
"A saída do Reino Unido da UE trouxe novas complexidades para o mundo", disse o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, na sexta-feira. "O desenvolvimento econômico mundial está num estágio crucial."
O FMI alertou que um processo hostil de negociação pode reduzir a perspectiva de crescimento global e disse que o G-20 precisa elaborar um plano emergencial de estímulo para evitar que isso aconteça.
A economia britânica já está sofrendo, afetada pela depreciação da libra esterlina e pela queda da confiança dos empresários. É provável que a economia britânica tenha se contraído em julho, já que as empresas responderam ao Brexit com cortes de produção e da folha de pagamento, de acordo com uma pesquisa publicada na sexta-feira.
Além de afetar o fluxo comercial e financeiro, o Brexit deve atingir o investimento e o sentimento do consumidor de maneira mais ampla, nas economias europeia e global. O referendo revelou problemas no sistema bancário europeu, principalmente na Itália, onde questões como empréstimos duvidosos não foram abordadas de forma adequada.
"A última coisa de que precisamos no momento é mais incerteza", disse o secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Angel Gurría. "Infelizmente, aconteceu. Só piora a fase difícil que estamos vivendo."
Em conversas privadas e nos seminários do G-20, autoridades dizem que vão pressionar o novo chefe do Tesouro do Reino Unido, Phillip Hammond, e seus colegas europeus para obter garantias de que as negociações não vão desencadear mais turbulência.
"O melhor resultado é aquele que maximize a integração entre Reino Unido e Europa", disse o secretário do Tesouro dos EUA, Jacob Lew. Como o processo deve demorar anos, ele disse que as conversas devem ser amigáveis e pragmáticas e se concentrar em maximizar a integração e a cooperação.
O ministro de finanças do Canadá, Bill Morneau, disse que vai incentivar as duas partes a preservar o maior número possível de ligações comerciais e financeiras já existentes. "Nossa esperança e expectativa é de que as pessoas adotem uma abordagem pragmática e reconheçam a decisão mas, ao mesmo tempo, preservem a integração", disse.
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