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Porto Alegre, quinta-feira, 21 de julho de 2016. Atualizado às 22h34.

Jornal do Comércio

Economia

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Consumo

Notícia da edição impressa de 22/07/2016. Alterada em 21/07 às 21h33min

Vendas de Dia dos Pais devem ter queda de 8%

Presentes de menor valor, como vinhos, devem se destacar na data

Presentes de menor valor, como vinhos, devem se destacar na data


ANDRÉ NETTO/ARQUIVO/JC
As vendas do comércio gaúcho no Dia dos Pais vão seguir a tendência negativa verificada no varejo, que deverá encerrar o ano com o pior resultado em mais de uma década. As projeções para o Dia dos Pais 2016, realizadas pela Fecomércio-RS, indicam uma queda real de 8% nas vendas neste ano na comparação com o mesmo período de 2015.
O levantamento mostra que, juntamente com os tradicionais presentes das linhas de informática e comunicação, artigos de escritório, vestuário e calçados e produtos de uso pessoal, neste ano, novamente, os presentes de menor valor podem se destacar, especialmente itens como vinhos e chocolates.
"Essa migração ocorre pelo grau de restrição orçamentária das famílias", pontua o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn. A avaliação mostra, também, que a incidência de baixas temperaturas pode reforçar as vendas de vestuário, calçados e vinhos. A expectativa é que o tíquete médio seja menor do que o verificado no ano passado, refletindo o que já ocorreu no Dia das Mães.
O cenário para as vendas no Dia dos Pais é reflexo de um conjunto de variáveis econômicas restritivas, tais como taxa de desocupação elevada (7,50%), queda da massa real de salários (-3,40%), intenção de consumo das famílias em campo pessimista (55,5 pontos) e alta taxa de juros à pessoa física (71,72%).
A avaliação ressalta que o desempenho do comércio varejista está bastante atrelado ao que acontece no mercado de trabalho. "Observamos, ao longo deste ano, a elevação da taxa de desocupação e redução da renda. Assim, com a inflação elevada, a massa real de rendimentos vem apresentando variações negativas", constata Bohn.
Outro importante dado que sustenta a análise de desempenho do varejo e confirma o levantamento realizado para o Dia dos Pais é o nível de confiança das famílias na economia, com dados bastante pessimistas para o Rio Grande do Sul. Essa percepção negativa por parte das famílias decorre do mercado de trabalho enfraquecido, da inflação elevada e das restrições ao crédito.
 
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