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Porto Alegre, segunda-feira, 18 de julho de 2016. Atualizado às 22h27.

Jornal do Comércio

Economia

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Varejo

Notícia da edição impressa de 19/07/2016. Alterada em 18/07 às 20h31min

Dia dos Pais movimentará R$ 5,6 bilhões no País neste ano

Setor de vestuário foi o mais citado pelos que vão comprar presentes

Setor de vestuário foi o mais citado pelos que vão comprar presentes


TREVOR COLLENS/AFP/JC
O Dia dos Pais, comemorado no segundo domingo de agosto, deve movimentar R$ 5,6 bilhões no comércio brasileiro neste ano, segundo estimativa da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio RJ), em levantamento feito em parceria com a empresa de pesquisa Ipsos. O setor de vestuário deve ser o maior beneficiado, assim como ocorreu no último Dia das Mães.
Entre os filhos que pretendem dar presentes para os pais, quase metade declarou que compraria roupas (47%). Os demais itens mais citados foram perfumes e cosméticos (12%) e calçados e acessórios (12%).
Apesar do cenário recessivo na economia brasileira, a pesquisa detectou um aumento de quatro pontos percentuais na intenção de compras para a data comemorativa. O total que declarou ter intenção de presentear os pais aumentou de 32% em 2015 para 36% em 2016. O movimento já tinha sido detectado no Dia das Mães, quando 49% dos brasileiros declaram a intenção de presentear, resultado três pontos percentuais superior ao registrado em 2015.
O valor desembolsado para o presente, entretanto, será ligeiramente mais magro. O tíquete médio para o pagamento dos presentes deve ficar em R$ 100,97, recuo de 1% ante o mesmo período de 2015, quando o consumidor desembolsou R$ 101,72.
No caso do Rio Grande do Sul, o levantamento realizado pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS) indica que as vendas para a data vão aumentar em até 30% em relação ao mesmo período do ano passado.
"No ano passado, as vendas no Dia dos Pais foram muito baixas. Como os lojistas já percebem uma pequena melhora nas vendas, até devido ao frio das últimas semanas, as perspectivas são mais positivas para este ano. Em alguns segmentos, como lojas de roupas, as vendas devem subir de 15% a 30%, por exemplo. Nesta época do ano, os consumidores ainda compram itens para o inverno, especialmente em razão dos descontos de final de estação", destaca o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch.
 

Intenção de consumo dos gaúchos recua 30,2% em julho

A intenção de consumo das famílias gaúchas permanece em nível pessimista no mês de julho. A queda foi de 30,2% em relação ao mesmo período do ano passado, ficando em 55,5 pontos. O indicador registrou números negativos em todos os seus componentes, com exceção apenas do relativo à perspectiva profissional. O dado consta da pesquisa Intenção de Consumo das Famílias Gaúchas (ICF), divulgada ontem pela Fecomércio-RS. O levantamento conta, no mínimo, com 600 famílias em sua amostra.
"Esse foi o menor patamar já registrado pela pesquisa desde janeiro de 2010 e marca o pessimismo acentuado por parte dos consumidores gaúchos", destaca o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn. Após alguns meses de recuos mais amenos, o ICF volta a apresentar queda mais expressiva, o que reforça a perspectiva de continuidade nos resultados negativos para as vendas do comércio varejista.
A avaliação quanto à situação do emprego registrou 85,8 pontos, permanecendo no campo pessimista com uma queda de 21,8% em relação a julho de 2015. Quanto à situação de renda, a variação negativa foi de 12,9% sobre julho/2015, aos 70,3 pontos. "Após um resultado atípico em junho, o indicador de satisfação em relação à situação atual da renda voltou a refletir a redução de salários que vem sendo observada atualmente, fator que não é revertido no curto prazo", afirmou Bohn.
Os indicadores relacionados ao consumo também permanecem negativos. Quanto ao nível de consumo atual, a queda foi de 49,6% frente ao mesmo mês do ano passado, aos 34,5 pontos. O indicador referente à facilidade de acesso ao crédito caiu 11,3% na mesma base de comparação, aos 46,1 pontos; e o referente ao momento para consumo de bens duráveis se reduziu 61,6%, aos 23,3 pontos. "O dado de consumo de bens duráveis bateu novo recorde negativo e atinge um nível bastante deprimido", salientou Bohn. Segundo ele, com a crise, os bens duráveis são atingidos de forma especial, pois refletem as restrições relacionadas ao crédito, juros altos, renda real e confiança.
Nas análises relativas às expectativas, o indicador que mede a perspectiva profissional atingiu 84,2 pontos, alta de 8,2% em comparação a julho/2015 - único dado positivo da pesquisa. Já nas perspectivas de consumo, o recuo foi de 46,1%, ficando em 44,2 pontos. "Esse indicador também chegou ao seu pior patamar da série histórica, mostrando que o cenário para o consumo permanece bastante restritivo", destaca Bohn.
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