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Porto Alegre, quinta-feira, 14 de julho de 2016. Atualizado às 23h46.

Jornal do Comércio

Economia

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Aviação

Notícia da edição impressa de 15/07/2016. Alterada em 14/07 às 20h40min

Salgado Filho é 10º em ranking de aeroportos

Terminal teve avaliação positiva em itens como limpeza geral e ruim na qualidade da internet e wi-fi

Terminal teve avaliação positiva em itens como limpeza geral e ruim na qualidade da internet e wi-fi


MARCO QUINTANA/JC
O aeroporto internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, ficou em 10º lugar entre os 15 terminais avaliados na Pesquisa Permanente de Satisfação dos Passageiros, realizada pelo Ministérios dos Transportes, Portos e Aviação Civil. No geral, o nível de satisfação dos passageiros em relação aos aeroportos brasileiros atingiu 86% no segundo trimestre deste ano.
Os 15 terminais avaliados movimentam 80% dos passageiros do Brasil. No período de abril, maio e junho, o Aeroporto Internacional Afonso Pena, em Curitiba, foi o mais bem avaliado, com nota 4,64 (o máximo é 5). O Aeroporto Santos Dumont (RJ) ficou em segundo lugar, com 4,44; seguido do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), com 4,40.
O Salgado Filho ficou com avaliação 4,18, abaixo da nota recebida no mesmo período do ano passado, que foi 4,23. Dos itens avaliados na pesquisa, o terminal da Capital gaúcha recebeu as melhores notas em limpeza geral (4,56) e tempo de fila no check-in (4,54), entre outros quesitos. Já a pior avaliação do Salgado Filho foi em relação à qualidade da internet e wi-fi disponibilizado no aeroporto, com nota 2,85.
Já o Aeroporto Internacional do Galeão/Antonio Carlos Jobim (RJ), principal porta de entrada para a Olimpíada Rio 2016, apresentou queda nos resultados em relação à pesquisa anterior e recebeu nota 3,91, ficando em 13º lugar entre os 15 avaliados. A meta estabelecida pela Comissão Nacional de Autoridades Aeroportuárias (Conaero) é 4.
De acordo com o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, a nota do Galeão se deve à realização de obras no período pesquisado. "O Galeão apresentou uma pequena queda, mas ela é dada pelos nossos avaliadores como absolutamente normal já que ele passou agora por um período de obras", disse.
Segundo Quintella, os dados que estão sendo recolhidos atualmente já mostram melhoras na avaliação do aeroporto carioca. "E já na avaliação desse trimestre, pelos primeiros dados que chegaram à Secretaria de Aviação Civil, já demonstram que o Galeão volta a subir na percepção de qualidade" disse.
De acordo com o ministro, os aeroportos que vão receber os viajantes da Rio 2016 estão preparados para a demanda. "Posso garantir a quem vai ao Rio do Janeiro que estamos absolutamente preparados para prestar o melhor serviço. Não só em relação ao conforto, à segurança, mas também em relação a todo tipo de operação", disse Quintella. "O Brasil está pronto, do ponto de vista de aeroportos, para as Olimpíadas. Sem dúvida nenhuma", completou.
Na pesquisa, respondida por uma amostra de mais de 13 mil passageiros, o último colocado foi o Aeroporto de Cuiabá, que recebeu nota 3,36. "A pesquisa é um grande indicador e uma grande fonte de informações para que os gestores possam melhorar cada dia a sua gestão. Cuiabá tem um problema específico porque é um aeroporto que ainda está em obras, em obras a muito tempo, com problemas", justificou o ministro.
 

Ministro defende redução do ICMS sobre querosene

Quintella quer fortalecer Infraero
Quintella quer fortalecer Infraero
TÂNIA RÊGO/ABR/JC
O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, reafirmou nesta quinta-feira que o governo vai insistir na ampliação do capital estrangeiro no setor aéreo para 100% e defendeu a redução da alíquota do ICMS sobre o querosene da aviação (Qav) de 25% para 12%. A medida consta em um projeto de resolução do Senado, aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa e enviado ao plenário. Caso seja aprovado, seguirá à sanção presidencial.
"Acho que 12% já alivia bastante (o custo operacional das empresas que estão em crise). Será uma vitória muito grande para o setor se for aprovado pelo plenário do Senado", disse o ministro.
Ao ser indagado sobre as críticas do governo de São Paulo de que o governo federal está fazendo "caridade com chapéu alheio", porque ICMS é um imposto estadual, o ministro respondeu: "Não concordo porque a Constituição prevê".
O ministro também defendeu o fortalecimento da Infraero, diante da possibilidade da União em repassar o setor privado os aeroportos de Santos Dumont e Congonhas, considerados filé mignon da aviação civil. Segundo ele, é preciso cautela para não criar expectativas no mercado e prejudicar ainda mais a estatal, que está deficitária. A empresa registrou prejuízo de R$ 3 bilhões em 2015, depois de resultados negativos de
R$ 2,1 bilhões e R$ 2,8 bilhões em 2014 e 2013, respectivamente.
"Não posso e nem devo antecipar qual será o modelo. Defendo o fortalecimento da Infraero, uma empresa enxuta e que continue administrando os aeroportos", destacou Quintella.
Segundo ele, na próxima rodada de concessão dos aeroportos (Fortaleza, Salvador, Porto Alegre e Florianópolis), o governo pretende repassar para o setor privado o custo com demissões voluntárias dos funcionários da Infraero. A estatal tenta obter recursos do Tesouro para pagar os desligamentos de empregados de aeroportos concedidos anteriormente, como Galeão e Confins (Belo Horizonte).
Quintella destacou ainda que os modelos adotados pelo governo anterior no setor aeroportuário, em que a Infraero ficou no negócio com 49% de participação se mostrou equivocado. A empresa perdeu receitas, passou a ter novas obrigações e permaneceu com excesso de funcionários, disse.

Moreira Franco critica lei que limita participação de estrangeiros no setor

O secretário executivo do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), Wellington Moreira Franco, criticou nesta quinta-feira a lei vigente que estabelece que a participação do investidor estrangeiro nas empresas do setor aéreo não ultrapasse 20% do capital da empresa. Moreira Franco fez a observação ao responder pergunta de Ozires Silva, engenheiro aeronáutico e um dos fundadores da Embraer, sobre as razões de o setor aéreo no Brasil ser tão atrasado tecnologicamente em relação aos aeroportos de outros países.
Silva pontuou a reduzida malha aérea brasileira, que cobre pouco mais de 100 municípios em um País com mais de 5,5 mil cidades. Para Moreira Franco, não deveria haver limite nenhum à participação de estrangeiros no capital das empresas aéreas. "Não deveria ter nem 10%, nem 20% nem 100%. O investidor deveria decidir seus investimentos de acordo com a sua carteira", disse o secretário, para quem nos Estados Unidos os aeroportos funcionam em concordância com o que há de mais moderno em termos de tecnologia.
Moreira Franco deu como exemplo de atraso, não só do setor aéreo mas em outras áreas, a ausência de pessoas qualificadas nas agências reguladoras. Na sequência de sua fala, o secretário defendeu a proposta de lei que proíbe a indicação política para as empresas estatais e para as agências reguladoras.
De acordo com Moreira Franco, "o sonho de todo economista que chega ao governo é criar uma nova teoria econômica". Para ele, um exemplo disso, que foi uma tragédia para a economia brasileira, foi a "Nova Matriz Econômica", criada pela equipe econômica da presidente afastada Dilma Rousseff. "O presidente Lula, em sua carta aberta à população antes de se eleger pela primeira vez, colocou lá os fundamentos econômicos, os aplicou e deu certo. Temos que aproveitar as experiências passadas que deram certo", disse.
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