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Porto Alegre, sexta-feira, 08 de julho de 2016. Atualizado às 00h20.

Jornal do Comércio

Economia

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Energia

Notícia da edição impressa de 08/07/2016. Alterada em 08/07 às 00h21min

Laboratório móvel agiliza reparos na rede subterrânea

Durante a inauguração, governador Sartori descartou venda da estatal

Durante a inauguração, governador Sartori descartou venda da estatal


LUIZ CHAVES/PALÁCIO PIRATINI/JC
Guilherme Daroit
Ficará mais fácil prever e consertar redes subterrâneas de energia elétrica na Capital. A Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D) inaugurou, nesta quinta-feira, um laboratório móvel que promete identificar de maneira mais ágil problemas nas redes debaixo do solo, que atendem hoje a 60 mil clientes na Capital. Investimento de R$ 1,4 milhão, a iniciativa é defendida pela estatal como prova dos esforços para melhoria no atendimento e de que não há intenção de venda da companhia.
"Nunca falamos sobre venda da CEEE", afirmou sobre a possibilidade o governador José Ivo Sartori durante a inauguração. "Desde o início da gestão, a incumbência que recebemos do controlador, que é o Estado, é implementar uma gestão pública mais eficiente", acrescentou o presidente do Grupo CEEE, Paulo de Tarso Pinheiro Machado, ratificando que nunca teria se discutido uma possível privatização. Mesmo os últimos movimentos no setor, com destaque para a compra da AES Sul pela CPFL, controladora da RGE, não devem ter impacto no cenário nem na atuação da estatal, segundo o presidente.
O novo laboratório, instalado dentro de uma van, substitui outro de quase 40 anos de vida que vinha sendo utilizado até então. O equipamento é de origem austríaca. "Mesmo com poucos recursos, investimos em tecnologia para poder atuar de maneira preventiva", conta o diretor de distribuição da CEEE, Júlio Elói Hofer. O novo equipamento oferece diversos testes, utilizando, por exemplo, ondas magnéticas para determinar a região de possíveis danos à rede, que podem ter depois a localização exata descoberta por outros tipos de análise embarcadas.
O laboratório móvel deve diminuir a ocorrência de interrupções e mesmo baratear a manutenção das redes enterradas. Isso acontece porque, até então, os testes que eram utilizados pela distribuidora destruíam os cabos. "Com a nova tecnologia, podemos prolongar a vida útil dos cabos, mantendo a confiabilidade do sistema e reduzindo gastos", continua Hofer. A maior precisão no diagnóstico dos pontos críticos deve evitar também a abertura de buracos desnecessários nas vias.
Mesmo com um número relativamente baixo de clientes abastecidos com redes subterrâneas, Hofer argumenta que o sistema recebe atenção especial da distribuidora por atingir boa parte do Centro de Porto Alegre. O motivo é estarem, entre os clientes, as sedes dos poderes públicos da cidade e do Estado, além de pontos importantes do sistema bancário. A expansão na rede subterrânea, pelo menos por enquanto, está descartada pela CEEE por conta do alto custo. Uma nova linha enterrada custa de 2 a 4 vezes mais do que uma aérea.
"Precisamos pensar o que é possível fazer, já que não vai ser assim para sempre, mas por enquanto é incompatível com a restrição de recursos do setor", defende Pinheiro Machado. O presidente lembra que a implantação se torna ainda mais onerosa por conta da legislação urbana de Porto Alegre, que exige que novas linhas estejam a pelo menos três a quatro metros de profundidade para não afetarem outras redes já existentes, como as de gás, fibra ótica e esgoto.
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