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Porto Alegre, quarta-feira, 06 de julho de 2016. Atualizado às 12h41.

Jornal do Comércio

Economia

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Indústria

06/07/2016 - 12h41min.

Faturamento da indústria cai 3,8% em maio, mostra CNI

Com a queda no mês analisado, as horas trabalhadas na produção alcançaram o menor nível desde 2003

Com a queda no mês analisado, as horas trabalhadas na produção alcançaram o menor nível desde 2003


GOH CHAI HIN/AFP/JC
Agência Brasil
O faturamento real da indústria caiu 3,8% e as horas trabalhadas na produção recuaram 3,6% em maio na comparação com abril, informou nesta quarta-feira (6) a Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a pesquisa Indicadores Industriais de maio, com a queda no mês analisado, as horas trabalhadas na produção alcançaram o menor nível desde 2003, quando começou a série histórica.

Segundo a confederação, o faturamento real na indústria teve retração de 12,2% e as horas trabalhadas caíram 10,1% de janeiro a maio deste ano, na comparação com o mesmo período de 2015.

A utilização da capacidade instalada em maio ficou em 77% (queda de 0,1 ponto percentual) - valor praticamente estável na comparação com abril. De acordo com a CNI, trata-se do menor percentual registrado desde o início da série histórica, em 2003.

A CNI informou que, com a ociosidade recorde, vendas e produção em queda, a indústria reduziu ainda o quadro de empregados. Conforme mostra a pesquisa, o emprego no setor caiu 0,8% em maio em relação a abril e atingiu o menor nível desde fevereiro de 2006. A queda acumulada de janeiro a maio foi de 9,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

O levantamento também mostra que a massa real de salários (total de salários pagos na indústria) diminuiu 1,7% em maio, e o rendimento médio dos trabalhadores no setor recuou 1% de abril para maio.

A CNI destaca que o ciclo recessivo na indústria de transformação persiste, e a atividade industrial permanece em queda. "O ciclo recessivo que domina a indústria há mais de dois anos continua. O mercado de trabalho segue deteriorado", disse o gerente executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. "O grau de confiança ainda não é suficientemente forte para a retomada da economia. Há dificuldades no lado fiscal com déficit no setor público com magnitude muito forte. Medidas para reverter esse quadro são fundamentais".
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