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Porto Alegre, quarta-feira, 06 de julho de 2016. Atualizado às 11h53.

Jornal do Comércio

Economia

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Consumo

Notícia da edição impressa de 06/07/2016. Alterada em 05/07 às 21h03min

Nível de endividamento dos gaúchos mostra alívio

Parcela da renda comprometida com dívidas cresceu e chegou a 32,2%

Parcela da renda comprometida com dívidas cresceu e chegou a 32,2%


JOÃO MATTOS/ARQUIVO/JC
O endividamento das famílias gaúchas encerra junho com o percentual de 61,2%. Em relação ao mesmo período do ano passado houve um crescimento (60,5%), mas se comparado a maio deste ano o indicador sofreu desaceleração (62,3%). O resultado apurado em junho deste ano mostra que, pela primeira vez desde o último trimestre de 2015, ocorreu um certo alívio na tendência de elevação dos indicadores de endividamento e inadimplência das famílias gaúchas. Tanto o endividamento quanto a inadimplência mostraram alguma melhora, interrompendo o processo de deterioração paulatina observada nos meses passados. O dado consta na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada ontem pela Fecomércio-RS.
"Mesmo que esse seja um primeiro sinal positivo, ainda é cedo para se falar em reversão de tendência", ponderou o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn. Segundo ele, a situação da economia continua bastante restritiva para as famílias, além disso, os reflexos da crise sobre o mercado de trabalho seguem se materializando. "Apesar da melhora em junho, os dados continuam mostrando que os gaúchos que já entraram em inadimplência permanecerão em dificuldades de sair dessa situação no futuro próximo", afirmou Bohn.
A Peic-RS de junho indica que a parcela da renda comprometida com dívidas cresceu, saindo de 31,9% em maio deste ano para 32,2% em junho. O tempo de comprometimento, na média em 12 meses, manteve-se em 7,6 meses. O cartão de crédito ainda é o principal meio de dívida dos gaúchos, apontado por 79,3% dos endividados, seguido por carnês (41,3%), crédito pessoal (10,1%) e cheque especial (9,9%).
O percentual de famílias com contas em atraso registrou leve recuo em junho de 2016 na comparação com o mesmo mês de 2015: saiu de 23,3% para 23%. Já o índice de famílias que não terão condições de regularizar nenhuma parte de suas dívidas em atraso no prazo de 30 dias atingiu 9,1% em junho de 2016, o que significa diminuição na comparação com junho de 2015, quando o indicador estava em 13,1%. "O indicador permanece em patamar alto para seu padrão histórico, mostrando a dificuldade das famílias que entram em inadimplência em sair dessa situação", destacou o presidente da Fecomércio-RS.
 

Inflação das famílias de baixa renda sobe 0,57%

Alta do feijão foi um dos destaques na passagem de maio para junho
Alta do feijão foi um dos destaques na passagem de maio para junho
ELZA FIÚZA/ABR/JC
A inflação percebida pelas famílias de baixa renda subiu 0,57% em junho, ante 0,84% em maio, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador mensura o impacto da movimentação de preços entre famílias com renda mensal entre 1 e 2,5 salários-mínimos. Com o resultado, o índice acumula altas de 5,28% no ano e de 9,52% em 12 meses.
Segundo a FGV, cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação: saúde e cuidados pessoais (1,71% para 0,38%); despesas diversas (4,31% para 0,40%); habitação (1,18% para 0,90%); vestuário (0,48% para 0,33%) e comunicação (0,22% para 0,18%).
"Nestes grupos, os destaques partiram dos itens medicamentos em geral (2,94% para 0,16%), cigarros (8,63% para -0,04%), tarifa de eletricidade residencial (3,26% para 0,97%), roupas (0,60% para -0,06%) e tarifa de telefone móvel (0,50% para 0,20%), respectivamente", diz a nota distribuída pela FGV.
Entre as classes de despesa que tiveram aceleração na passagem de maio para junho, estão alimentação (0,53% para 0,68%); transportes (-0,40% para -0,01%) e educação, leitura e recreação (0,16% para 0,50%). A FGV destacou os avanços nos preços de feijão e arroz (2,84% para 15,14%), tarifa de ônibus urbano (-0,37% para 0,37%) e passagem aérea (-4,86% para 8,18%).
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Comentários
Cleiton Oliveira 06/07/2016 11h34min
Para que esse endividamento caia para níveis menores é fundamental propagar a importância da educação financeira e a utilização de um planejamento financeiro.