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Porto Alegre, terça-feira, 05 de julho de 2016. Atualizado às 14h31.

Jornal do Comércio

Economia

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Siderurgia

05/07/2016 - 14h31min. Alterada em 05/07 às 14h31min

Nippon diz que divisão da Usiminas é uma das alternativas para encerrar litígio

A divisão da Usiminas é uma das alternativas para colocar um ponto final no litígio que se arrasta há mais de dois anos entre os sócios controladores da siderúrgica mineira, Nippon Steel e Ternium, disse o diretor da companhia japonesa, Yoichi Furuta, em entrevista à imprensa, em São Paulo, nesta terça-feira  (5). No entanto, segundo ele, não existem negociações entre as partes neste momento.
Em março, ocorreu o início de conversas sobre a separação da usina de Ipatinga, em Minas Gerais, da de Cubatão, na Baixada Santista. "É um dos temas a serem avaliados em conversas futuras", disse o executivo, que também é membro do conselho de administração da Usiminas.
Uma fonte próxima da siderúrgica disse que essa saída, que já foi estudada entre as partes no início de 2014, se desenha como a única opção para a briga societária. Na época, um dos problemas apontados era que a Usiminas perderia competitividade, uma vez que haveria diminuição de escala. Hoje, a situação é outra, visto que a atividade primária em Cubatão está paralisada desde janeiro e a laminação por lá ocorre na medida em que há demanda.
A unidade de Ipatinga, em Minas Gerais, possui tecnologia da companhia japonesa embarcada e foco no setor automotivo, ao passo que Cubatão, que produz placas e possui um canal de distribuição, seria de maior interesse da Ternium. Com esse centro de distribuição, a Ternium teria fácil conexão com seus centros de produção na Argentina e no México, por exemplo, e poderia buscar sinergias com a Tenaris Confab, que pertence ao grupo, em Pindamonhangaba, interior de São Paulo.
Hoje, Furuta admitiu que em uma eventual separação o "mais adequado seria a usina de Ipatinga ficar com a Nippon". Mas disse que a intenção no momento é chegar ao fim da briga com a Ternium com conversas amigáveis.
Acontece que ambas não dão trégua na briga, sendo que no momento o ponto de discórdia é a eleição de Sergio Leite como presidente da Usiminas, no lugar de Rômel de Souza, nome de confiança da Nippon, em maio.
Furuta disse que a eleição de Leite foi ilegal, ao desrespeitar o acordo de acionistas, pela falta de consenso. Para o executivo, não é possível comparar esse caso com a destituição dos três executivos indicados pela Ternium, incluindo o até então presidente Julián Eguren. "Foi diferente do que ocorreu há dois anos, já que naquela ocasião houve conduta irregular", disse. Desde a época, a Ternium refuta a acusação.
Para a Nippon, a saída de Souza não foi por interesse da companhia. "Algumas pessoas disseram que ele (Rômel) não tinha performance suficiente, mas isso não é verdade", destacou, reiterando que a Nippon segue comprometida com a Usiminas. A Nippon tenta na Justiça suspender a eleição de Sergio Leite.
A despeito dessas discórdias, Furuta disse que não há negociações para mudança do acordo de acionistas e que a Nippon irá respeitar o que foi firmado ao longo de sua vigência, até 2031. "No afastamento de executivos da Usiminas em 2014 houve ilegalidade e por isso o acordo de acionistas ficou abaixo da lei", disse.
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