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Porto Alegre, segunda-feira, 04 de julho de 2016. Atualizado às 22h39.

Jornal do Comércio

Economia

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Meio Ambiente

Notícia da edição impressa de 05/07/2016. Alterada em 04/07 às 19h59min

Sema espera votação sobre o zoneamento do Guaíba

Estudo avalia os impactos da retirada de areia do fundo do lago

Estudo avalia os impactos da retirada de areia do fundo do lago


JONATHAN HECKLER/JC
Jefferson Klein
Depois da proposta de zoneamento ambiental para a atividade de mineração no lago Guaíba ter sido apresentada em maio, a secretária do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável (Sema), Ana Pellini, espera que neste mês de julho o Comitê do Lago Guaíba vote e decida pela aprovação ou reprovação da ideia. Sendo aceita, posteriormente, a questão será remetida ao Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema).
A secretária projeta que até o final do ano deverá haver uma definição sobre o assunto. Inicialmente, o trabalho desenvolvido pela Sema e pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) apontou que cerca de 30% dos 490 quilômetros quadrados do Guaíba poderiam ser sujeitos à mineração. Ana, que também é presidente da Fepam, comenta que, sendo aceita a iniciativa dentro do Comitê do Lago (que representa diversos segmentos de usuários dos recursos hídricos), deverão ser agregadas sugestões antes do encaminhamento ao Consema.
Segundo a dirigente, os estudos sobre o tema continuam. Um tópico que será investigado é se a retirada de areia do fundo do Guaíba poderá tornar as ondas no lago mais intensas. Ana admite que se isso for constatado, poderá restringir a atividade de mineração em alguns locais. Uma ferramenta que contribuirá para obtenção de mais dados é o ecobatímetro (equipamento de sondagem). O governo gaúcho desembolsou um pouco mais de R$ 1 milhão pelo instrumento, que já se encontra em Porto Alegre.
Até agora, o esboço do zoneamento para a mineração do Guaíba indicou como área possível de mineração boa parte das orlas da Capital, Eldorado do Sul, Guaíba e Barra do Ribeiro. Contudo, o documento ressalta, entre outras necessidades, o distanciamento mínimo de 60 metros das margens, de 500 metros do entorno dos locais de captação de água para abastecimento público e de 500 metros de balneários e clubes náuticos. A mineração de areia no lago está suspensa há aproximadamente 10 anos.
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