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Porto Alegre, sexta-feira, 01 de julho de 2016. Atualizado às 13h21.

Jornal do Comércio

Economia

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Mercado financeiro

01/07/2016 - 11h35min. Alterada em 01/07 às 11h41min

Dólar abre julho em alta após intervenção do Banco Central

 Brasília - Indicado para a presidência do Banco Central, o economista Ilan Goldfajn é sabatinado pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (Foto Marcelo Camargo Agência Brasil)

Mercado tenta identificar qual é o piso da cotação do dólar na gestão de Ilan Goldfajn, no BC


MARCELO CAMARGO/ABR/JC
O dólar comercial abriu o último pregão da semana nesta sexta-feira (1) com alta de 0,8%, cotado a R$ 3,238. Em junho, a moeda americana registrou a maior desvalorização em um mês, de 11,07%, desde abril de 2003.
No pregão dessa quinta-feira (30 de junho), a divisa apresentou desvalorização de 0,74%, cotada a R$ 3,21 na venda, o menor nível desde 21 de julho do ano passado, quando fechou negociado a R$ 3,174. No primeiro semestre, a queda do dólar frente ao real foi de 18,6%.
Diante das seguidas quedas do dólar em junho, o Banco Central (BC) anunciou nessa quinta que faria intervenção no mercado cambial. No mês passado, a moeda americana desvalorizou 11%. Após o fechamento do mercado, o BC informou que lançaria mão nesta sexta de um instrumento usado para conter a variação do câmbio, chamado de swap cambial reverso.

BC usa swap cambial reverso

Essas operações equivalem à compra de dólares no mercado futuro e são utilizadas para evitar uma queda ainda maior da moeda americana. Elas servem para desmontar o estoque de outras operações feitas anteriormente pela autoridade monetária, os swaps tradicionais, utilizados pelo BC quando o objetivo é o oposto - evitar uma alta ainda maior da moeda americana. O BC tem um estoque de US$ 62,135 bilhões em contratos tradicionais de swap cambial.
A oferta do BC de apenas US$ 500 milhões nos contratos de swaps cambiais reversos não deverá trazer grandes impactos na cotação do dólar, segundo analistas, mas servirá para indicar vigilância sobre o mercado cambial. O BC não oferta swap cambial reverso desde 18 de maio, um dia após o dólar ter fechado a R$ 3,4895 no mercado à vista.
O mercado ainda tenta identificar qual é o piso da cotação do dólar na gestão do novo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. Durante a presidência de Alexandre Tombini, o patamar de R$ 3,50 era visto como um "gatilho" para o anúncio de leilões de swap cambial reverso.
Em Nova Iorque, o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Daniel Godinho, garantiu que o governo não tem recebido queixas sobre o atual patamar do dólar. Ele destacou que a taxa média deste ano é de R$ 3,71 até agora. Em 2015, ficou em R$ 3,34.
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Comentários
porcaria de brasil 01/07/2016 12h31min
Desgraçados do governo compram dolar baixo e provocam a desvalorização proposital do Real pra ganhar a diferença em cima FUDENDO o povo que fica sempre no prejuizo por conta desse tipo de operação que eleva preços geral