Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, domingo, 24 de julho de 2016. Atualizado às 21h24.

Jornal do Comércio

Colunas

COMENTAR | CORRIGIR
Carlos Pires de Miranda

Gastronomia

homem na cozinha

Notícia da edição impressa de 22/07/2016. Alterada em 22/07 às 15h34min

Três sugestões de fondues

Inverno é época de fondues


ROYAL PALM /DIVULGAÇÃO/JC
A cada inverno reabre-se a temporada das fondues e delas o colunista recebe várias receitas. A que está seguir é da clássica fondue de queijo, enviada por Daniel Valay, chef do Royal Palm Plaza, que está promovendo um festival na cave do hotel. Quem desejar pode pedir outras duas receitas ao e-mail desta página - fondues de mignon ou de chocolate amargo com licor Grand-Marnier. As três aparecem na foto.
Fondue de Queijo
Ingredientes (duas pessoas):
  • 150g de queijo Emmental ralado
  • 150g de queijo Gruyère ralado
  • 130 ml de vinho branco seco
  • 1 dente de alho fatiado
  • 1 dose de kirsch (licor de cereja)
  • noz moscada e pimenta do reino branca
  • 1 colher (chá) de amido de milho
  • 1 baguete cortada em cubos
Modo de preparar:
  1. Aquecer alho e 100 ml de vinho na panela de fondue.
  2. Acrescentar os queijos, mexendo até derreterem. Dissolver o amido de milho no vinho restante e juntar aos queijos.
  3. Manter na chama até adquirirem textura homogênea e cremosa.
  4. Finalizar com pitadas de noz moscada ralada, pimenta branca e kirsch.
  5. Colocar a panela de fondue ao centro da mesa, com a cesta de pão cortado em cubos.
Observação: há quem prefira apenas esfregar o alho na panela, antes de começar a preparação.

A maior atração: gente na calçada

Dois acreditados colunistas deram o alarme: a fila é um engodo, alertou um, fui maltratado e nunca mais volto lá, jurou o outro. Não faltaram alguns deslumbrados elogiando e, apesar dos avisos, achei-me na obrigação de conhecer o Paris 6 para, com a imparcialidade de sempre, repassar aos leitores minhas impressões.
Pena que não foi possível. Na sexta-feira passada eram 13h30min, estávamos a uma quadra da rua Padre Chagas e resolvemos almoçar por ali mesmo. Aparentemente não havia fila no Paris 6, apenas duas moças que aceitavam reservas na beira da calçada. Elas informaram que haveria espera, sim, em torno de meia hora, que poderíamos "dar uma volta" até sermos avisados pelo celular. Vencidos pela curiosidade, topamos.
Em uns 10 minutos, a mensagem chegou. Vencemos, em passo apressado, a quadra e meia que nos separava do restaurante. As moças das reservas nos encaminharam à recepção e, como ali não havia ninguém, ingressamos no salão. Foi um tanto decepcionante ver aquele pequeno ambiente, atulhado de gente, com poucos centímetros entre as mesas. Bem ao fundo, um garçom higienizava uma mesinha minúscula, prometendo zero de conforto. "Teremos de encarar aquela mesmo", pensei.
Engano: logo apareceu uma hostess, nos convidando a esperar lá fora "um minutinho". Quando retornou, foi para explicar que as reservas valiam por três minutos, que havíamos demorado demais - esperando por ela? - e que um dos maîtres decidira ceder nossa mesa a outro casal.
Pode ser que haja alguém considerando os porto-alegrenses uns caipiras, capazes de tolerar fila na calçada, impressionarem-se com serviçais bem trajados e preços acima da média. Eu, não. Pensei que iria conhecer no mínimo um bom bistrô, não um lugar acanhado, com rotatividade comparável à de um restaurante universitário e completo desrespeito a quem reserva e se submete a esperar mesa.
Uma atenuante: o Paris 6 afirma ter cozinha funcionando 24 horas a cada dia, o que é ótimo. Tente: talvez nas madrugadas o padrão seja outro.

Uma nova feijoada entra no circuito

A feijoada, é disponível nas tardes de sábados
A feijoada, é disponível nas tardes de sábados
CPM/DIVULGAÇÃO/JC
Ainda não conhecia o Radisson Porto Alegre, embora já houvesse me hospedado em hotel dessa rede em Santiago do Chile. O daqui tem um lobby impressionante (ao entrar, lembre-se de olhar para cima) e, como parte dele, a área do Don Pallesi Ristorante, em dois agradáveis ambientes. A novidade por lá é a feijoada, disponível nas tardes de sábados, com a invulgar pretensão de chegar a novembro ainda a pleno vapor. O porto-alegrense é um tanto resistente a isso, eu não: depois que inventaram o ar-condicionado, penso que ela deixou de ser um mero prato de inverno.
No caso do Radisson, há uma dúzia de entradas frias e uma vintena de quentes, seis panelas de ferro com carnes e feijão preto, uma dezena de acompanhamentos e bonita coleção de sobremesas. Considerada a qualidade e a variedade oferecidas, o custo é altamente convidativo: R$ 41,90 ( 10%) por pessoa. Fora desse preço fica apenas a mesa de batidas e outros aperitivos (R$ 10,00, para quem desejar).
Nas segundas e quartas-feiras à noite estão disponíveis bufês de sopas (R$ 38,00), mas isso é outra história. Nos demais horários, serviço a la carte.
Don Pallesi - Avenida Lucas de Oliveira, 995. Reservas: (51) 3019-8000 ou (51) 9682-6132. Estacionamento (pago) na garagem do hotel.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Sabrina de Oliveira 25/07/2016 03h35min
Interessante o uso da palavra "serviçais". Acho que não estamos mais no ano de 1500 para nos referirmos à prestadores de serviço desta forma. Esta um pouco antiquado o termo e a forma de pensamento.
Ricardo Braescher 24/07/2016 21h16min
Mal chegaram e chegaram muito mal...IMPRESSIONANTE o descaso com o público. Uma visão completamente errônea de mercado.
Ivan Mattos 23/07/2016 11h25min
Este mafuá não me pega, gastar dinheiro e ser mal atendido, só em Porto Alegre mesmo...boa dica, parabéns pelos esclarecimentos. Obrigado. Ivan Mattos.