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Porto Alegre, sexta-feira, 24 de junho de 2016. Atualizado às 10h53.

Jornal do Comércio

Política

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operação Lava jato

Notícia da edição impressa de 24/06/2016. Alterada em 23/06 às 23h31min

Teori defende 'remédios amargos' contra a crise

Teori Zavascki discursou em evento com a presença de Michel Temer

Teori Zavascki discursou em evento com a presença de Michel Temer


ANTONIO CRUZ/ABR/JC
No dia em que a sede nacional do PT sofreu operação de busca e apreensão da Polícia Federal, o ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), fez um discurso duro nesta quinta-feira sobre a necessidade da prevalência dos padrões éticos que a sociedade brasileira exige.
Em evento no Palácio do Planalto, o ministro da Suprema Corte avaliou que é preciso ter coragem para administrar "remédios amargos", uma vez que "o País está enfermo". Segundo ele, é preciso "acertar as contas com o passado", mas tendo também um "olhar para o futuro".
"Estamos passando no Brasil momentos de grandes dificuldades. O País está enfermo, às voltas com graves crises de natureza econômica, política e ética. Sem dúvida, é preciso que as enfermidades sejam tratadas como estão sendo e tenhamos a coragem de administrar os remédios amargos para quando for necessário", disse.
Na presença do presidente interino Michel Temer (PMDB), o ministro ressaltou ainda que é preciso empenho para formar os alicerces do reencontro com a "prosperidade econômica" e com a "prevalência dos padrões éticos" que, segundo ele, "a nação exige".
"Nesse aspecto, o segundo pacto republicano é um paradigma de alento e esperança e seu sucesso nos mostra que a convergência de esforços entre os poderes do Estado é o caminho virtuoso para a construção do País que queremos", afirmou.
O ministro participou nesta quinta-feira de cerimônia de sanção do projeto de lei que regulamenta o processo e o julgamento do chamado mandado de injunção, dispositivo legal que permite ao cidadão reclamar efetividade de direitos constitucionais.
A proposta delimita a validade de uma decisão judicial tomada com base em um mandado de injunção até a publicação de uma regulamentação sobre o tema e permite que ela se estenda também para grupos ou categorias, como no caso, por exemplo, de greves no setor público ou concessão de aposentadoria especial.
Ao discursar na cerimônia, o presidente interino leu um trecho de um livro de sua autoria que falava sobre mandado de injunção e elogiou a proposta. "Vamos saudar, portanto, esse remédio doce que o STF acabou de produzir."
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Comentários
Artur Cremonini 24/06/2016 10h29min
Eles sempre vem com essa conversa de remédio amargo para salvar o país, desde que não os afete é claro. Como sempre a empobrecida classe média ficará com essa conta e da parte deles, nada de cortes. Uma vergonha.