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Porto Alegre, terça-feira, 14 de junho de 2016. Atualizado às 11h36.

Jornal do Comércio

Política

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operação lava jato

14/06/2016 - 11h36min. Alterada em 14/06 às 11h36min

Banco Central comunica ao Conselho de Ética multa de R$ 1 milhão aplicada a Cunha

 The president of the Brazilian chamber of deputies, Eduardo Cunha leaves the official residence on his way to the Congress in Brasilia on December 17, 2015. The Attorney General of the Republic, Rodrigo Janot, presented to the Federal Supreme Court (STF) a request for precautionary removal of Eduardo Cunha from the position of Congressman and Speaker of the House.  AFP PHOTO/EVARISTO SA

Documento comprova que Cunha tem ativos no exterior e omitiu a informação


EVARISTO SA/AFP/JC
O Banco Central (BC) comunicou nesta terça-feira (14) ao Conselho de Ética da Câmara a multa de R$ 1 milhão aplicada ao deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) por omissão de recursos no exterior. O presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PR-BA), dará ciência das novas informações aos conselheiros na sessão desta tarde, marcada para votar o pedido de cassação do peemedebista.
Na avaliação de Araújo, o documento comprova que Cunha tem ativos no exterior e omitiu a informação das autoridades brasileiras. "O documento está corroborando com tudo o que o relator colocou em seu parecer", afirmou. Ainda assim, a informação não será incluída no parecer do relator Marcos Rogério (DEM-RO) porque a fase de instrução processual já se encerrou.
A notificação foi entregue nesta manhã pelo chefe da assessoria parlamentar do BC, David Falcão. O mesmo documento foi encaminhado à 13ª Vara de Curitiba, ao Supremo Tribunal Federal e ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
No documento, consta que Cunha omitiu os valores do período de 31 de dezembro de 2007 a 31 de dezembro de 2014. O BC informou ainda que aplicou multa de R$ 132 mil à mulher de Cunha, Cláudia Cruz, por não declarar os recursos no período de 31 de dezembro de 2009 a 31 de dezembro de 2014. O deputado afastado e sua mulher serão notificados e terão um prazo para contestarem as multas.
Parlamentares que defendem a cassação de Cunha sondaram Rogério sobre a possibilidade de aditar o parecer com as novas denúncias, incluindo a delação de Fábio Cleto (ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal) e o depoimento de Cláudia Cruz. Pessoalmente, o presidente do conselho defende um prazo maior para que os parlamentares amadureçam as novas denúncias, mas o relator prega que o processo vá a votação nesta terça-feira para não prolongar ainda mais o processo que se arrasta por mais de sete meses.
Rogério considera que há provas suficientes para a perda do mandato, que a complementação do parecer não mudará mais votos e que a sociedade clama por um desfecho rápido do caso. "Parlamentar aqui não é cego, nem surdo, está todo mundo ouvindo e vendo bem o que está acontecendo", declarou.
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