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Porto Alegre, sexta-feira, 01 de julho de 2016. Atualizado às 13h21.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 01/07/2016. Alterada em 30/06 às 20h26min

A importância de uma reação na área da segurança

Pressionado pelas críticas constantes da população, que clama por mais segurança, e obtendo uma temporária folga orçamentária com a renegociação da dívida do Estado com a União, o governador José Ivo Sartori (PMDB) liberou contratações de 2,6 mil novos policiais militares e de agentes para a Polícia Civil. Da mesma forma, permitiu a abertura de concursos para o Instituto Geral de Perícias (IGP) e Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe).
A insegurança que assola o Estado e ceifa a vida de pessoas em Porto Alegre é uma tragédia que precisa ser estancada. Traumatiza famílias e torna todos prisioneiros do medo.
O reflexo da situação leva muitos a incensarem a ideia de que "bandido bom é bandido morto". É uma catarse, movida pelo medo e a simultânea raiva causada pela impotência das pessoas diante da criminalidade, que se instalou na mente da maioria, mas a qual não se pode admitir.
Matar ou morrer nas ruas e avenidas não deve ser o destino de mais cidadãos no Rio Grande do Sul. Evidentemente que casos de homicídios, latrocínios, furtos e roubos de automóveis e drogadição não começaram nos últimos anos.
No entanto, em décadas passadas, quando havia um homicídio na Capital, o assunto tomava conta do noticiário por semanas, às vezes meses, mesmo que não envolvesse pessoas de notoriedade.
Muitos anos depois, quando os programas de inclusão social, como a construção de milhões de moradias para a camada de baixa renda brasileira, realmente, levaram boa parte da população para um patamar superior da nacionalidade, eis que jamais antes - paradoxalmente - na história do Brasil foram cometidos tantos atentados contra pessoas, patrimônio e sistema bancário como nos últimos anos.
Mesmo dando um bom desconto pelos reflexos da crise socioeconômica que abala o Brasil desde 2014, é algo que não deveria ter conexão com a realidade da nação. Por isso, aqui, a Secretaria de Segurança do Estado estava sendo cobrada diuturnamente por mais ação. Por meio dela, o governador José Ivo Sartori.
O fato é que os gaúchos não querem mais passividade da autoridade policial - ainda que a Brigada Militar e a Polícia Civil, apesar das dificuldades e do efetivo reduzido, venham atuando com certo sucesso - diante da audácia crescente dos meliantes.
Não há mais hora, lugar ou situação para que qualquer um dos porto-alegrenses seja a próxima vítima. O triste é quando se lê, ouve ou vê que o consolo é sintetizado com um simplismo acaciano, na base do "ainda bem que foi perdido apenas o patrimônio, o melhor é continuar vivo". Claro que é, e disso ninguém duvida, jamais.
No entanto, está irritando o conselho repetitivo do "não reaja", enviado diariamente a todos nós, gaúchos, como um mantra que, ao fim e ao cabo, aumenta a audácia dos que atacam as pessoas, seja nas ruas ou em domicílios.
E se antes eram os homens, na maioria, os que transgrediam as leis, hoje temos casais atuando na senda dos crimes. Quanto às drogas, não podemos jamais esquecer os que as consomem e, por isso, pagam um bom preço por elas, alimentando o nefasto comércio.
Comércio que, segundo as autoridades policiais, está na base da maioria dos homicídios na Capital e no Interior do Rio Grande. Porém, mesmo com a penúria financeira, a reação deve ser saudada.
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Comentários
João Carlos S. Cardoso 01/07/2016 12h53min
Muitos anos depois, quando os programas de inclusão social, como a construção de milhões de moradias para a camada de baixa renda brasileira, realmente, levaram boa parte da população para um patamar superior da nacionalidade, eis que jamais antes - paradoxalmente - na história do Brasil foram cometidos tantos atentados contra pessoas, patrimônio e sistema bancário como nos últimos anos. Houve uma correlação entre pessoas de baixa renda e o aumento deste tipo violência? Ou interpretei mal?