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Porto Alegre, quarta-feira, 22 de junho de 2016. Atualizado às 23h53.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 23/06/2016. Alterada em 22/06 às 20h33min

Seis e meia dúzia

Marcos Adriano Prestes
Michel Temer (PMDB) ganhou o governo na bandeja de sua companheira de chapa, e disse que construiria um ministério de notáveis. O que o povo não sabia é que a notabilidade é da Lava Jato. Em pouco mais de um mês já caíram três ministros do vice de Dilma Rousseff (PT). O incrível é que a gestão de Temer é uma cópia idêntica à petista. Os ministros são os mesmos, os escândalos também. Legítimo seis por meia dúzia.
Henrique Meirelles comanda a Fazenda na gestão de Temer, mas já chefiou o Banco Centro na época de Lula da Silva (PT). Geddel Vieira Lima ocupou vaga na gestão de Dilma na Caixa Econômica Federal, Integração Nacional com Lula, e agora Secretaria-Geral com Michel. Gilberto Kassab, vice-prefeito de um tucano, foi ministro das Cidades de Dilma e agora - adivinhem? - é do primeiro escalão também de Temer. Henrique Eduardo Alves, que pediu para sair, foi ministro da Dilma até pouquíssimo tempo e chefiava o Turismo de Temer.
E Eliseu Padilha? Esse só migrou de prédio na Esplanada, saiu da Aviação com Dilma para a Casa Civil com Temer! Romero Jucá (aquele cujo anseio é abafar a Lava Jato) ministro da Previdência Social com Lula, e do Planejamento de Temer, por alguns dias é claro. Sem falar no deputado Eduardo Cunha (PMDB), que não ocupou nenhuma pasta, mas ditava cartas no governo da Dilma. Ou o povo esqueceu que a presidente demitiu o ministro da Educação porque o mesmo disse que o senhor Cunha era um achacador?
A troca de Dilma por Temer em nada mudou. Além das mesmas figuras nos ministérios e boa parte destas na Lava Jato, o objetivo de ambos é servir ao mercado financeiro e aplicar ao povo um ajuste fiscal rigoroso. É preciso perguntar à população através de um plebiscito se aceita a chapa seis por meia dúzia de Dilma-Temer ou se toma o rumo de mudança com as urnas. Essa é maneira mais democrática. O caminho é o povo decidir. Plebiscito já, por novas eleições!
Presidente da Uges
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