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Porto Alegre, quarta-feira, 22 de junho de 2016. Atualizado às 00h04.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 22/06/2016. Alterada em 21/06 às 20h59min

Compra e porte de armas, nós precisamos

Daniel Goldsztein
O tiroteio na boate gay em Orlando foi o pior massacre desse tipo em território americano, ocasionando 49 mortos e 53 feridos. Foi um crime horrendo, motivado pelo ódio e intolerância e, pelo que se sabe até agora, com grandes indícios de a autoria ter sido do Estado Islâmico. Porém, outro fato que se repete é muito menos noticiado, o de que novamente o ataque aconteceu em uma gun free zone. No estado da Flórida, o porte é permitido, porém proibido em locais onde haja constante reforço policial, como delegacias, tribunais, aeroportos etc., ou outros locais como bares, creches, escolas, universidades. Curiosamente, estes últimos são os mesmos onde recorrentemente os atentados acontecem. Tais locais se tornam alvos justamente pela certeza do atirador de que enfrentará pouca, quiçá nenhuma resistência no local. O governo não deve restringir o porte de armas ou tornar-se o principal responsável por incidentes como esse. Cabe ao clube decidir se, como propriedade privada, irá limitar o porte dentro do local ou não. Traçando uma conexão com o Brasil, onde é extremamente dificultado não só o porte, mas também a própria compra, o governo acaba tirando do cidadão de bem sua chance de defesa. Ninguém é inocente para achar que uma lei é um impeditivo para um bandido não adquirir uma arma, afinal, ele é um bandido, ele não segue a lei. Porém, o cidadão de bem a segue e não tem nenhuma chance de defesa perante o ataque de um marginal, sendo o governo então responsável por todo e qualquer atentado contra sua vida. Armas não matam pessoas, pessoas matam pessoas. No momento em que se tira a chance de defesa do cidadão, sempre ficaremos à mercê de bandidos. Precisamos de uma compra e porte de armas legalizados no Brasil, precisamos ter a chance de poder nos defender de quem não segue a lei. Por fim, uma arma na mão errada fez um grande estrago; porém, se houvesse uma arma na mão certa, a tragédia teria sido bem menor.
Economista e associado do IEE
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