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Porto Alegre, quarta-feira, 22 de junho de 2016. Atualizado às 00h04.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Notícia da edição impressa de 22/06/2016. Alterada em 21/06 às 21h12min

O sério compromisso do Brasil com as Olimpíadas

Os estados ganharam um alívio - ainda que não definitivo - no pagamento das suas dívidas com a União, até o final de 2016, período no qual não pagarão os valores mensais acordados ainda na década de 1990. No entanto, se há um estado que passou dos limites das dificuldades, este é o Rio de Janeiro. E a cidade do Rio de Janeiro, primeiro destino turístico do Brasil, está com o grande compromisso, em nome do País, de realizar com sucesso a primeira Olimpíada na América do Sul, em agosto.
Críticas têm surgido, dentro e fora do Brasil, contra a Rio-2016. Porém, o prefeito Eduardo Paes negou que a crise financeira no estado do Rio de Janeiro tenha sido causada pelos gastos com os Jogos Olímpicos, como afirmam especialistas. Segundo ele, a maior parte dos gastos, 93,5%, para a construção das instalações olímpicas, partiu da prefeitura e não do orçamento do estado. E muito do que foi feito pela prefeitura do Rio adveio de parcerias com a iniciativa privada. Porém, o Comitê Rio- 2016, que tem orçamento privado, não está conseguindo fechar as contas para as cerimônias de abertura e encerramento. Os gastos da cidade do Rio exclusivamente com os Jogos Olímpicos, como com arenas esportivas, foi de R$ 732 milhões, de 2009 a 2015, o equivalente a 1% do orçamento de educação e saúde.
As críticas ao evento no Rio de Janeiro partiram até mesmo de renomados cientistas estrangeiros, que pediram o adiamento ou mesmo o cancelamento do evento por conta de doenças como o zika vírus. Corroborando os receios também dos brasileiros no quesito segurança, atletas estrangeiros foram assaltados, sob a mira de revólveres, no Aterro do Flamengo, zona Central da ainda chamada Cidade Maravilhosa. Antes mesmo do ato criminoso, os organizadores dos Jogos Olímpico no Rio de Janeiro planejaram 85 mil policiais para patrulhar a cidade, o dobro do número usado em Londres no evento de 2012.
Após reunião com o governador em exercício do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, o Palácio do Planalto sinalizou a disposição de liberar cerca de R$ 3 bilhões para o estado, que decretou estado de calamidade pública na semana passada em razão da crise financeira pela qual está passando, dando mais um motivo para críticas no exterior, algo comum desde 2015.
Nos Estados Unidos, houve - e ainda há - uma quase campanha contra a realização do maior evento esportivo do mundo. Primeiro, foram os problemas do zika vírus, medo que não foi compartilhado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Depois, a instabilidade política, além de problemas nas obras, com o desabamento de uma ciclovia à beira-mar. Pois o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, visitou o Rio de Janeiro e se reuniu com o presidente interino Michel Temer (PMDB). Felizmente, chegará a hora em que os políticos, administradores e gestores sairão de cena. Darão lugar aos atletas e eventos, e fatos bons acontecerão. Assim, a Vila dos Atletas foi entregue ao Comitê Rio-2016. Mas, houve, em paralelo, um pedido de aporte de Paes a Temer para que as finanças do município e do Comitê não sejam extrapolados.
Thomas Bach elogiou o que viu, apostando no sucesso das Olimpíadas, o que é uma aspiração de todos os brasileiros, mesmo em meio à crise financeira pela qual o País está passando. Enfim, que tudo transcorra bem, sem maiores problemas, e que as críticas generalizadas nos Estados Unidos pedindo o adiamento ou mesmo a suspensão dos Jogos Olímpicos no Brasil sejam desmentidas, na prática. É tudo o que precisamos, em meio ao pessimismo.
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