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Porto Alegre, quarta-feira, 15 de junho de 2016. Atualizado às 23h57.

Jornal do Comércio

Opinião

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Artigo

Notícia da edição impressa de 16/06/2016. Alterada em 15/06 às 20h07min

O insensível andar de cima

Paulo Vellinho
Vale a pena fazer algumas considerações sobre "tumores" que vêm corroendo as entranhas do Brasil. Vejamos: em pleno século XXI o País copiou pelo menos uma característica que chama atenção na Índia, as castas, porém com a diferença de que lá elas são culturais, incorporadas aos hábitos da sociedade, sendo os párias integrantes do nível mais baixo. Comparando com o Brasil, aqui também temos castas, mas de natureza diferente, pois são socioeconômicas, que na prática dividem o País naquilo que chamamos os dois andares. O de cima, constituído pela nomenklatura, a parcela privilegiada, é formado por agentes dos governos federal, estaduais, municipais e seus apêndices que construíram para si um Estado de Bem-Estar digno de primeiríssimo mundo. Já no andar de baixo vivem os demais integrantes da sociedade, nós, que pagamos os impostos que hoje, na sua maior parcela, vão sustentar os privilégios que o andar de cima se autoestabeleceu: política salarial distinta, padrão de primeiro mundo, benesses de toda ordem, como por exemplo cartão corporativo, serviço médico-odontológico integral, auxílio moradia, aposentadoria precoce e integral que os torna únicos no mundo etc., etc., etc... tudo e mais que o corporativismo perverso se encarrega de "inventar". Enquanto isso, no andar de baixo nada é comparável, mas tudo é verdadeiro, pois é ele que sustenta o outro Brasil.
Não acredito que essas excrecências que corroem o nosso Brasil possam ser corrigidas, pois tudo que se imagina propor para tornar o País mais igual em termos de direitos e deveres é boicotado pelo nosso poder maior, o egoísmo do "corporativismo do Estado" secundado pelo idem ibidem das centrais sindicais.
Empresário
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